Ibovespa
Foto: Ibovespa/CanvaPro

O Ibovespa iniciou o pregão desta sexta-feira em leve queda, refletindo um ambiente externo mais cauteloso após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar Kevin Warsh como indicado para assumir o comando do Federal Reserve.

Logo na abertura, o principal índice da B3 recuava 0,05%, aos 183.043,07 pontos.

Enquanto isso, no mercado de câmbio, o dólar comercial renovava máxima, com alta de 0,42%, negociado a R$ 5,215. O movimento acompanha o fortalecimento global da moeda americana diante da reprecificação dos juros.

Ibovespa reage à indicação de Kevin Warsh para o Fed

A confirmação do nome de Kevin Warsh encerra meses de especulação sobre a sucessão de Jerome Powell, cujo mandato à frente do Fed termina em maio. Além disso, o anúncio ocorre após críticas recorrentes de Trump à condução da política monetária americana.

No mercado, Warsh ainda é visto como um nome com histórico mais hawkish, sobretudo por sua postura crítica à expansão do balanço do Fed no passado. Apesar disso, nos últimos meses, ele passou a defender juros mais baixos, alinhando seu discurso ao do presidente americano.

Mesmo assim, a indicação provocou ajustes imediatos nos preços dos ativos. Como resultado, os juros globais subiram e as bolsas perderam fôlego.

Wall Street recua e dólar ganha força

Nos Estados Unidos, os índices futuros operavam no vermelho desde cedo. O Dow Jones Futuro caía 0,34%, enquanto o S&P 500 Futuro recuava 0,54%. Já o Nasdaq Futuro registrava queda de 0,55%.

Esse movimento reflete, portanto, a reavaliação das expectativas para a política monetária. Diante disso, investidores reduziram a exposição a ativos de risco e buscaram proteção em dólar e títulos do Tesouro americano.

Dados do Brasil entram no radar do mercado

No cenário doméstico, os investidores também acompanham dados relevantes de macroeconomia. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 5,1% no trimestre até dezembro, atingindo o menor nível da série histórica da PNAD Contínua.

Além disso, o Banco Central informou que a dívida pública bruta alcançou 78,7% do PIB em dezembro. O dado segue no radar em meio às discussões sobre o quadro fiscal.

Mercado tende a operar em modo defensivo

Com a combinação de pressão externa, dólar mais forte e uma agenda macroeconômica relevante, o mercado local tende a operar em modo defensivo ao longo do pregão. Além disso, a ausência do apoio dos ADRs de Vale e Petrobras em Nova York pode limitar movimentos mais firmes do Ibovespa.

Assim, o foco dos investidores permanece na política monetária americana e em seus efeitos sobre juros, câmbio e fluxo de capitais para mercados emergentes, como o Brasil.