Veja o resumo da noticia

  • Dívida Pública Federal encerra 2025 em R$ 8,635 trilhões, dentro do previsto no Plano Anual de Financiamento, divulgado pelo Tesouro Nacional.
  • Dívida Pública Mobiliária Federal interna fecha o ano em R$ 8,309 trilhões, acima do valor registrado no mês de novembro.
  • Indicadores ficaram dentro das bandas planejadas após revisão, com distribuição equilibrada por indexadores e custo médio abaixo da Selic.
  • Plano Anual de Financiamento para 2026 estabelece dívida entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, com maior participação de prefixados.
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Foto: Shutterstock/reprodução

A Dívida Pública Federal (DPF) encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões, dentro do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF), informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (28).

Em relação a novembro, o estoque cresceu 1,82%. Na comparação com o fim de 2024, a alta foi de 18%. Já a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) fechou o ano em R$ 8,309 trilhões, acima dos R$ 8,165 trilhões registrados em novembro.

Os dados foram apresentados pela Secretaria do Tesouro Nacional durante a divulgação do Relatório Anual da Dívida (RAD) de 2025 e do PAF 2026. A coletiva foi liderada pelo secretário Rogério Ceron.

Segundo Ceron, os indicadores ficaram dentro das bandas planejadas após a revisão do PAF, apoiados pela demanda do mercado. A distribuição por indexadores terminou equilibrada: prefixados (22%), índice de preços (25,9%), flutuantes (48,3%) e câmbio (3,8%). O secretário afirmou que o desafio foi conter a alta dos títulos flutuantes e manter a participação dos prefixados.

O custo médio do estoque também permaneceu abaixo da Selic. Com taxa básica média de 14,33% em 2025, o custo da dívida ficou próximo de 12%, segundo o Tesouro.

Projeções para 2026

Para 2026, o PAF estabelece que a dívida fique entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao fim do ano. O plano prevê maior participação de títulos prefixados, estabilidade dos flutuantes e baixo peso da dívida de curto prazo.

A necessidade líquida de financiamento projetada é de R$ 1,677 trilhão, puxada principalmente pelos vencimentos da dívida interna, que somam R$ 1,538 trilhão.

O Tesouro também anunciou ampliação da atuação nos mercados internacionais, com mais emissões em dólar, retorno ao euro e uma emissão inaugural em yuan. A estratégia inclui manter títulos sustentáveis e realizar recompras (buyback) na dívida externa, alinhadas à meta de convergir para 7% da DPF em instrumentos cambiais.