Veja o resumo da noticia
- Justiça bloqueia R$ 150 milhões da Fictor devido a processo movido pela Orbitall por descumprimento de contrato relacionado a cartões.
- Fictor ganhou notoriedade ao anunciar interesse na compra do Banco Master um dia antes da liquidação pelo Banco Central.
- Orbitall busca assegurar cumprimento contratual e legal, mas não revela valores devido ao sigilo processual; Fictor não se manifestou.
- Desembargadora justifica bloqueio para evitar danos financeiros à Orbitall, revertendo decisão anterior após alegação de esvaziamento.
- Decisão judicial destaca as controvérsias envolvendo o Grupo Fictor e a proposta de aquisição do Banco Master liquidado.
- Arresto cautelar busca garantir o mínimo do cash colateral contratual, com multa diária por descumprimento, sujeito a análise futura.

A Justiça de São Paulo bloqueou cautelarmente R$ 150 milhões em ativos da Fictor. A empresa enfrenta processo movido pela Orbitall, provedora de meios de pagamento. O motivo é descumprimento contratual.
Segundo a ação, a Fictor não manteve a garantia financeira exigida. O contrato envolve operação de cartões de crédito empresariais. A Orbitall emite e processa cartões para a FictorPay, fintech do Grupo Fictor.
Histórico polêmico
A Fictor ganhou notoriedade em novembro de 2025. A empresa anunciou interesse em comprar o Banco Master. Curiosamente, o anúncio ocorreu um dia antes da liquidação da instituição pelo Banco Central.
Na ocasião, a Fictor prometeu aportar R$ 3 bilhões no Master. Além disso, mencionou parceria com investidores árabes não identificados. Entretanto, a proposta gerou dúvidas sobre sua viabilidade no mercado.
A empresa também patrocina as categorias de base do Palmeiras como “master”.
Posições das partes
A Orbitall confirmou a ação judicial em nota. Segundo a empresa, o objetivo é “assegurar o cumprimento de obrigações contratuais e legais”. Contudo, não revelou valores devido ao sigilo processual.
Por outro lado, a Fictor não se manifestou sobre o caso.
A desembargadora Maria Lúcia Pizzotti deferiu a medida. Em seu despacho, ela identificou “possibilidade de dano irreparável ou de difícil reparação”. Assim, o indeferimento poderia causar “danos financeiros vultosos à empresa agravante”.
Anteriormente, outro juiz havia negado o bloqueio. Porém, a Orbitall recorreu alegando novos fatos. Segundo a autora, a Fictor esvaziou seus recursos financeiros após a primeira decisão. Consequentemente, isso comprometeria a garantia mínima de R$ 150 milhões.
Contexto do Grupo Fictor
A decisão destaca as polêmicas envolvendo o grupo. Principalmente quando seu nome surgiu como possível comprador do Banco Master. Mesmo após a operação que investiga fraudes no Master, o Grupo Fictor manteve a proposta de aquisição.
A magistrada apontou um risco adicional. Com a liquidação do Master, a Fictor poderia ter adquirido ações do banco. Isso geraria insolvência e descumprimento das obrigações financeiras com a Orbitall.
O arresto cautelar atinge R$ 150 milhões em ativos da Fictor. Esse valor corresponde ao mínimo do cash colateral contratual. Se o bloqueio for insuficiente, a empresa deve recompor a garantia. Portanto, precisa usar recursos próprios ou de terceiros.
Adicionalmente, a decisão prevê multa diária de R$ 5 milhões por descumprimento. A medida tem caráter cautelar, não definitivo. Consequentemente, fica sujeita a análise posterior sobre transferência dos valores à Orbitall