Veja o resumo da noticia

  • Ibovespa abre com ajuste fino, influenciado por exterior avesso a risco e agenda de balanços, decisões de bancos centrais e dados econômicos.
  • Noticiário doméstico ganha atenção com reabertura do STF e sessão solene no Congresso, em ano pré-eleitoral com Brasília como variável.
  • Queda do petróleo, após sinais de desescalada EUA-Irã e manutenção da produção pela OPEP+, impacta ações ligadas a commodities.
  • Boletim Focus do Banco Central projeta recuo do IPCA de 2026, enquanto estimativas de dólar, PIB e Selic permanecem estáveis.
  • XP eleva projeção para o Ibovespa no fim de 2026, refletindo queda dos juros reais longos e expectativa de reprecificação de múltiplos.
  • Aversão a risco no exterior, com liquidação em metais preciosos e ajustes de margem, afeta mercados, como o Kospi na Coreia do Sul.
  • Mercado acompanha impacto da possível escolha de Kevin Warsh para liderar o Federal Reserve e decisões de BCE e Banco da Inglaterra.
Ibovespa / Dibulgação
Ibovespa / Divulgação

O Ibovespa, principal índice da B3, iniciou a sessão desta segunda-feira (2) praticamente parado, com alta preliminar de 0,01%, aos 183.374,73 pontos. A abertura reflete um pregão de “ajuste fino”: o investidor local digere um exterior mais avesso a risco, enquanto coloca na mesa uma semana cheia de balanços, decisões de bancos centrais e dados econômicos.

No Brasil, o noticiário também ganha tempero institucional. O Supremo Tribunal Federal reabre o ano judiciário às 14h, e o Congresso Nacional faz sessão solene às 15h, sob condução do senador Davi Alcolumbre. Em ano pré-eleitoral, o mercado costuma tratar Brasília como variável de preço.

Petróleo tomba e muda o humor das commodities

Um dos vetores mais claros da manhã vem do petróleo: os contratos recuam cerca de 5% após sinais de desescalada entre Estados Unidos e Irã e depois de a OPEP+ manter a produção para março. A leitura é direta: parte do “prêmio geopolítico” sai do preço, e isso mexe com ações ligadas a commodities e com a percepção de inflação global.

Focus melhora a fotografia da inflação de 2026

No radar doméstico, o Boletim Focus do Banco Central do Brasil trouxe novo recuo na projeção do IPCA de 2026, que caiu para 3,99%. Já as estimativas de dólar (R$ 5,50), PIB (1,8%) e Selic (12,25%) ficaram estáveis. Para a abertura, é um dado que ajuda a “segurar a narrativa” de desinflação, mesmo com ruído lá fora.

XP eleva projeção do Ibovespa e reposiciona o debate

A XP Investimentos elevou sua projeção para o Ibovespa no fim de 2026 para 190 mil pontos. No cenário otimista, a casa vê 235 mil. O número chama atenção porque conversa com dois motores do rali recente: a queda dos juros reais longos e a expectativa de reprecificação de múltiplos.

Exterior: aversão a risco em metais e pressão em tech

Lá fora, o clima é mais pesado. Uma liquidação forte em metais preciosos levou investidores a buscar caixa e reduzir posições em outros ativos, segundo relatos do mercado. Além disso, o movimento ganhou tração com ajustes de margem em contratos na CME Group, o que costuma acelerar desalavancagem.

Na Ásia, a turbulência atingiu em cheio o Kospi, na Coreia do Sul, que chegou a cair mais de 5% e provocou interrupção temporária de negociações.

No eixo monetário, o mercado segue acompanhando o impacto político da escolha de Kevin Warsh para liderar o Federal Reserve ao fim do mandato de Jerome Powell, em maio. A leitura dominante é de incerteza sobre o tom da política monetária e, principalmente, sobre comunicação e independência do banco central.

Além disso, o calendário internacional concentra decisões do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra na quinta-feira, enquanto a temporada de balanços traz pesos-pesados como Alphabet, Amazon e AMD. No setor de tecnologia, o plano de financiamento da Oracle para ampliar a aposta em nuvem e IA voltou a testar o apetite por risco.