Veja o resumo da noticia
- Ações da Petrobras registram forte queda, impactadas pelo declínio do preço do petróleo no mercado internacional e por fatores geopolíticos.
- Outras empresas do setor petrolífero, como PetroRecôncavo e PRIO, também são afetadas pela desvalorização das commodities.
- Redução expressiva do Brent ocorre após sinal de desescalada no conflito EUA-Irã, diminuindo o prêmio de risco geopolítico.
- Opep+ mantém produção inalterada em março, após petróleo atingir máximas com temores de escalada militar.
- ANP divulga aumento de 12,3% na produção de petróleo do Brasil em 2025, impulsionado por novas unidades no pré-sal.

As ações da Petrobras operavam em forte queda nesta segunda-feira, na esteira do mergulho do petróleo no exterior. Por volta de 12h00 (horário de Brasília), PETR3 caía 2,77%, a R$ 39,27, enquanto PETR4 recuava 2,62%, a R$ 36,77.
O movimento também atingia outras petroleiras listadas. PetroRecôncavo, Brava Energia e PRIO registravam baixas que iam de 1,5% a 4%, acompanhando a piora do humor para commodities.
Brent perde força após sinal de desescalada EUA-Irã
A queda das ações veio junto de um recuo expressivo do Brent, que cedia cerca de 4% na manhã, com o mercado retirando parte do prêmio de risco geopolítico. O gatilho foi a fala do Donald Trump no fim de semana, ao dizer que o Irã estaria “conversando seriamente” com Washington.
Além disso, o dólar mais forte no exterior costuma pressionar preços de commodities cotadas na moeda americana. Isso reforçou o movimento de realização no petróleo.
Opep+ segura produção e amplia leitura de oferta confortável
No fim de semana, a Opep+ concordou em manter a produção inalterada para março. A decisão veio depois de o petróleo ter encostado em máximas de seis meses, quando o mercado ainda precificava risco de escalada militar na região.
A reunião também ocorreu em meio a discussões sobre excesso de oferta em 2026. Essa combinação ajuda a explicar a virada rápida do preço do barril.
ANP aponta alta de 12,3% na produção do Brasil em 2025
No noticiário doméstico, a ANP informou que a produção de petróleo do Brasil cresceu 12,3% em 2025, com avanço puxado por novas unidades no pré-sal. O dado reforça o peso do Brasil na oferta global, justamente em um momento de maior sensibilidade do mercado ao tema “produção”.