Veja o resumo da noticia
- O grupo Fictor iniciou em 2007 com soluções tecnológicas, expandindo para private equity e mercado financeiro em 2013.
- Em 2016, diversificou seu portfólio e atingiu 800 colaboradores, demonstrando força no mercado corporativo.
- A entrada no agronegócio em 2018, com foco em commodities agrícolas, impulsionou o crescimento com capital próprio.
- Expansão para proteína animal e energia em 2023, ampliando a diversificação dos negócios do grupo Fictor.
- Lançamento da FictorPay em 2024, uma plataforma de tecnologia financeira, e estreia na bolsa via IPO reverso.
- Patrocínio ao Palmeiras em 2025 visando visibilidade nacional, mas a crise financeira se intensificou logo depois.
- A tentativa de compra do Banco Master não se concretizou devido à liquidação extrajudicial determinada pelo BC.
- Pedido de recuperação judicial em decorrência de problemas financeiros, com dívida declarada de R$ 4 bilhões.

O grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial neste domingo (01). Porém, poucas pessoas conhecem a dimensão deste conglomerado empresarial. A empresa atua em diversos segmentos da economia brasileira. Dessa forma, construiu um império que vai desde tecnologia financeira até proteína animal.
A dívida declarada chega a aproximadamente R$ 4 bilhões. Portanto, entender a estrutura do grupo ajuda a dimensionar o impacto deste caso.
Os primeiros passos do grupo
Tudo começou em janeiro de 2007. Naquela época, a Fictor focava em soluções tecnológicas e serviços operacionais.
Seis anos depois, em 2013, veio a primeira grande mudança. Assim, o grupo realizou suas primeiras operações de private equity.
Essa foi a porta de entrada no mercado financeiro. Consequentemente, novas oportunidades de expansão surgiram para a companhia.
Em 2016, a Fictor deu outro salto importante. Nesse momento, diversificou significativamente seu portfólio de negócios.
Além disso, a empresa alcançou a marca de 800 colaboradores. Portanto, já demonstrava força relevante no mercado corporativo.
Entrada no agronegócio
O ano de 2018 marcou uma nova fase estratégica. Nesse período, a Fictor ingressou na comercialização de commodities agrícolas.
O crescimento ocorreu principalmente com capital próprio. Dessa forma, a empresa manteve maior controle sobre suas operações.
Cinco anos depois, em 2023, veio outra expansão importante. Assim, o grupo entrou no segmento de proteína animal.
Paralelamente, a companhia ampliou atuação no mercado de energia. Portanto, diversificou ainda mais seu leque de negócios.
Tecnologia financeira entra no jogo
Em 2024, a Fictor lançou a FictorPay. Essa é uma plataforma que atua como subadquirente de pagamentos.
A fintech oferece diversas soluções em tecnologia financeira. Além disso, prometia revolucionar a forma de pagamento digital.
No mesmo ano, o conglomerado deu outro passo ousado. Assim, estreou na bolsa de valores brasileira.
Entretanto, a entrada não foi convencional. Na verdade, aconteceu por meio de um IPO reverso.
Como funciona um IPO reverso
Nesse modelo, uma empresa adquire outra já listada na bolsa. Portanto, evita todo o processo tradicional de abertura de capital.
A Fictor comprou a Atompar para conseguir esse feito. Posteriormente, mudou o nome para Fictor Alimentos.
As ações passaram a ser negociadas sob o ticker FICT3. Dessa forma, investidores podiam comprar papéis do grupo no mercado.
Patrocínio ao Palmeiras
Em março de 2025, a empresa fechou acordo com o Palmeiras. O contrato de patrocínio tem duração de três anos.
Esse movimento trouxe grande visibilidade nacional ao grupo. Porém, poucos meses depois, a situação mudaria drasticamente. Portanto, o investimento em marketing não impediu a crise.
A tentativa frustrada com o Master
Em novembro de 2025, a Fictor tentou comprar o Banco Master. Entretanto, a operação não se concretizou conforme o planejado.
O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do banco. Consequentemente, todo o processo de aquisição foi interrompido.
Essa situação gerou enorme repercussão negativa na mídia. Assim, o nome da Fictor começou a ser questionado publicamente.
O colapso e a recuperação judicial
A empresa culpa a repercussão midiática pela crise atual. Segundo a Fictor, isso provocou descompasso temporário em seus fluxos.
Além disso, diversos fornecedores rescindiram contratos com o grupo. Portanto, a situação financeira se deteriorou rapidamente.
No pedido de recuperação, a companhia detalha esses problemas. Dessa forma, tenta justificar o colapso de suas operações.
O valor total dos compromissos chega a R$ 4 bilhões. Portanto, trata-se de uma das maiores recuperações judiciais recentes.
Atualmente, o grupo Fictor atua em cinco setores principais. Primeiramente, há as operações de tecnologia financeira via FictorPay.
Em segundo lugar, vem a comercialização de commodities agrícolas. Além disso, existe a produção de proteína animal.
Paralelamente, a empresa opera no mercado de energia elétrica. Por fim, mantém investimentos em private equity.
Essa diversificação sempre foi vista como ponto forte. Entretanto, agora pode dificultar o processo de recuperação.