Veja o resumo da noticia

  • Produção industrial brasileira registra queda de 1,2% em dezembro de 2025, conforme dados ajustados e divulgados pelo IBGE.
  • Resultado da produção industrial em dezembro ficou abaixo das projeções do mercado, que esperava um recuo menor, de 0,5%.
  • Desempenho negativo reflete juros elevados, crédito restrito e desaceleração da demanda, impactando a atividade industrial.
  • Desempenho industrial em 2025 foi impactado por custos financeiros elevados e ritmo lento de investimentos e consumo.
Foto: Reprodução Pixabay
Foto: Reprodução Pixabay

A produção industrial brasileira registrou uma queda de 1,2% em dezembro de 2025 na comparação com novembro, considerando a série com ajuste sazonal.

O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3), veio abaixo das expectativas do mercado, que projetava recuo menor, de 0,5%, segundo a mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast.

O desempenho negativo no último mês do ano indica uma perda de fôlego da atividade industrial, em um cenário ainda marcado por juros elevados, crédito mais restrito e desaceleração da demanda.

As projeções do mercado variavam de uma queda de 2,1% a uma leve alta de 0,1%, o que reforça a surpresa negativa do dado.

Dezembro de 2024

Na comparação com dezembro de 2024, a produção industrial avançou 0,4%, resultado que também ficou aquém da mediana das expectativas, de alta de 0,8%. Nessa base de comparação, as estimativas iam de recuo de 0,7% a crescimento de 6,2%, evidenciando a elevada incerteza em relação ao desempenho do setor.

Apesar do resultado fraco em dezembro, o setor industrial encerrou 2025 com crescimento acumulado de 0,6%, segundo o IBGE.

Ainda assim, o número ficou abaixo da expectativa do mercado, que apontava avanço de 0,8% no ano. As projeções para o fechamento anual variavam entre alta de 0,6% e 1,5%.

Além disso, o desempenho da indústria ao longo de 2025 reflete um ambiente econômico desafiador. Contando com custos financeiros elevados e ritmo mais lento de investimentos e consumo.

Por fim, analistas avaliam que a trajetória da atividade industrial nos próximos meses dependerá, em grande parte, da evolução da política monetária e das condições de crédito no país.