Veja o resumo da noticia

  • Haddad declara que não pretende concorrer a cargos eletivos em 2026, priorizando a coordenação da campanha de reeleição de Lula.
  • Ministro afirma que o foco é contribuir na campanha de Lula, mesmo após conversas internas sobre possível candidatura ao governo de SP.
  • Haddad relembra participações em eleições passadas, mas avalia que pode contribuir mais nos bastidores neste ciclo político.
  • Gleisi Hoffmann defende candidatura de Haddad em 2026 para conter o avanço da direita, visão diferente da do ministro.
  • Ministro sinaliza preferência por atuar na formulação do discurso econômico e programa de governo, nos bastidores da campanha.
Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante cerimônia de lançamento do Programa Reforma Casa Brasil, realizado no Palácio do Planalto. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira (3) que não pretende disputar cargos eletivos em 2026, apesar das conversas internas no partido sobre uma possível candidatura.

Em entrevista à BandNews FM, ele disse que seu foco está na coordenação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Questionado sobre a possibilidade de concorrer ao governo ou ao Senado por São Paulo, desejo já manifestado publicamente por Lula, Haddad afirmou que não se vê como candidato neste momento.

“Vamos ver quem convence quem”, declarou, ao admitir que o tema foi discutido, mas sem definição.

Futuro do Ministério da Fazenda

Com saída do Ministério da Fazenda prevista para este mês, o ministro lembrou que já assumiu disputas eleitorais em cenários adversos para o partido, como a eleição presidencial de 2018 e a corrida pelo governo paulista em 2022.

Ainda assim, avaliou que, neste ciclo, pode contribuir mais fora das urnas. “Você tem de se colocar onde acha que pode entregar mais”, disse.

As declarações ocorrem após a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, defender publicamente que Haddad dispute as eleições de 2026. Para ela, o cenário político exige que lideranças do partido estejam diretamente nas urnas para conter o avanço da direita.

Haddad, no entanto, indicou uma leitura diferente do momento político. Embora não descarte engajamento total na campanha, sinalizou preferência por atuar nos bastidores, ajudando a formular o discurso econômico e o programa de governo.

A postura reforça a expectativa de que o ministro tenha papel estratégico na articulação do PT para 2026, mesmo fora das chapas eleitorais.