Veja o resumo da noticia
- Pesquisas de janeiro revelam liderança de Lula no primeiro turno, com segundo turno indicando disputas acirradas e possível polarização.
- Apesar da liderança, alta rejeição ao presidente Lula é um ponto de preocupação, influenciando eleitores indecisos e alianças políticas.
- Flávio Bolsonaro emerge como principal concorrente, impulsionado pela herança bolsonarista, enquanto Tarcísio apoia sua candidatura.
- Tarcísio abre mão da disputa presidencial e foca na reeleição estadual, estratégia que depende do apoio explícito de Bolsonaro.
- Candidatos da terceira via enfrentam dificuldades em ganhar tração, com a polarização persistente dificultando alternativas centristas.
- Rejeição ao governo Lula é um fator determinante, com potencial para fortalecer a oposição e influenciar o cenário eleitoral.

Janeiro trouxe quatro pesquisas importantes sobre 2026. Portanto, o cenário eleitoral começa a ganhar contornos mais claros. Os institutos AtlasIntel, Quaest, Meio/Ideia e Paraná Pesquisas divulgaram seus dados.
Os resultados mostram padrões semelhantes. Assim, Lula lidera o primeiro turno com folga. No entanto, o segundo turno promete disputas acirradas.
Lula lidera, mas enfrenta rejeição alta
O presidente aparece à frente nas primeiras intenções de voto. Todavia, sua rejeição preocupa aliados. Mais de 50% dos eleitores desaprovam o governo.
Jorge Chaloub é cientista político da UFRJ. Segundo ele, Lula é conhecido por todos os brasileiros. “Todo mundo o conhece pode ser pela rejeição. Mas todos sabem quem ele é”, explica.
O especialista pondera sobre os números. Além disso, ele alerta para não superestimar a liderança inicial. “Isso quer dizer que ele está eleito? Não”, destaca.
Segundo turno pode repetir polarização de 2022
As pesquisas apontam empate técnico nos cenários decisivos. Consequentemente, a disputa tende a ser polarizada novamente. Lula enfrenta forte concorrência de candidatos da direita.
O senador Flávio Bolsonaro surge como principal adversário. Além disso, Tarcísio de Freitas também aparece competitivo. Ambos representam o campo bolsonarista.
A Paraná Pesquisas revelou números importantes. Portanto, vejamos os cenários de segundo turno:
- Lula tem 44,8% contra 42,2% de Flávio
- Lula marca 43,9% contra 42,5% de Tarcísio
- Ambos cenários configuram empate técnico
Leopoldo Vieira é analista político. Segundo ele, a polarização permanece forte. “O eleitorado não se sente seguro em migrar para terceira via”, afirma.
Flávio cresce, mas herança bolsonarista é desafio
O filho de Bolsonaro consolidou sua pré-candidatura rapidamente. Assim, ele passou de 23,1% em novembro para 35% em cenários sem Tarcísio. Portanto, seu crescimento foi expressivo.
A AtlasIntel mostra números claros. Consequentemente, podemos ver a evolução:
- Lula lidera com 48,4%
- Flávio aparece com 28%
- Tarcísio marca 11%
Chaloub analisa o cenário da direita. Ademais, ele aponta incertezas importantes. “A candidatura de Flávio vingou. Mas o desempenho de Tarcísio não é tão distante”, observa.
O sobrenome facilitou a transferência de votos. No entanto, Flávio enfrenta desafios específicos. Além disso, precisa ampliar sua base eleitoral.
Tarcísio recua e apoia rival
O governador de São Paulo decidiu apoiar Flávio. Portanto, ele confirmou planos de disputar reeleição estadual. A decisão surpreendeu parte dos analistas.
Chaloub explica a estratégia de Tarcísio. Além disso, ele destaca o peso de Bolsonaro. “Para ganhar, ele precisa de apoio explícito de Bolsonaro”, afirma.
Vieira aponta resistências ao nome de Flávio. Consequentemente, setores centristas preferem alternativas moderadas. O mercado também demonstra cautela.
O analista lista os desafios do senador. Portanto, ele precisa:
- Mitigar associações com extremismo
- Manter relevância em pautas conservadoras
- Ampliar vantagem em segurança pública
Terceira via perde força novamente
Candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema enfrentam dificuldades. Assim, a polarização sufoca alternativas centristas. O eleitorado ainda não enxerga nomes fortes fora dos polos.
Vieira analisa esse fenômeno político. Além disso, ele compara com eleições anteriores. “O padrão de 2022 pode se repetir”, prevê.
Rejeição define rumos da eleição
O principal fator é a alta desaprovação ao governo. Portanto, Lula precisa reverter esse quadro urgentemente. Caso contrário, a oposição ganha força.
Vieira explica os efeitos práticos. Consequentemente, a rejeição:
- Influencia eleitores indecisos
- Atrai aliados políticos para oposição
- Fortalece expectativa de alternância
Chaloub reforça o alerta sobre moderação. Ademais, ele pede cautela nas análises. “Os números precisam ser lidos com muita moderação”, conclui.
O que esperar dos próximos meses
As pesquisas de janeiro traçam um panorama inicial. Todavia, muita coisa pode mudar até outubro de 2026. Portanto, acompanhar a evolução será fundamental.
A polarização parece inevitável. Assim, Lula e o campo bolsonarista dominam o cenário. No entanto, surpresas ainda podem acontecer.
O eleitor brasileiro decidirá entre continuidade e mudança. Portanto, os próximos levantamentos mostrarão tendências mais consolidadas. Além disso, as campanhas começarão a moldar percepções.