Veja o resumo da noticia

  • Análise do 4T25 dos bancos brasileiros indica cenário construtivo, com Santander já apresentando resultados positivos e acima das expectativas.
  • Mercado projeta desempenho consistente para bancos privados como Itaú e Santander, enquanto Bradesco se recupera e Banco do Brasil inspira cautela.
  • Itaú deve apresentar resultados otimistas, sustentados por rentabilidade, controle da inadimplência e gestão eficiente de custos.
  • Santander tem perspectiva positiva, com foco no controle de custos, ROE e qualidade da carteira de crédito para resultados melhores.
  • Bradesco busca melhora gradual em ajuste operacional, enquanto Banco do Brasil enfrenta pressão por provisões e menor previsibilidade.
  • Analistas esperam crescimento de crédito disciplinado em 2026, mantendo qualidade dos ativos, controle de despesas e margens estáveis.
  • Prioridade para 2026 é eficiência e controle de risco, com expansão de crédito seletiva, evitando pressão sobre a inadimplência no setor.
bancos abrem dia 2 de janeiro 2026
Bancos / Divulgação

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 já começou com a divulgação dos resultados do Santander e deve trazer um cenário relativamente construtivo para os grandes bancos brasileiros, segundo analistas do mercado.

O Santander abriu a temporada ao registrar lucro líquido gerencial de R$ 4,086 bilhões no 4T25, um avanço de 6% em relação ao mesmo período de 2024, além de marcar o maior lucro trimestral dos últimos quatro anos. O resultado reforça a percepção de um desempenho mais sólido entre os bancos privados.

Desempenho mais consistente

De forma geral, o mercado espera um desempenho mais consistente entre os bancos privados, com destaque para Itaú e Santander, enquanto o Banco do Brasil ainda inspira cautela e o Bradesco segue em recuperação gradual.

De acordo com Lucas Girão, economista e especialista em investimentos com MBA em Finanças pela Faculdade Brasileira de Negócios e Finanças, o Itaú deve apresentar o resultado mais otimista entre os grandes bancos listados.

O banco sustenta o desempenho com alta rentabilidade, controle da inadimplência, gestão eficiente de custos e geração consistente de capital, fatores que garantem maior previsibilidade ao lucro.

“No caso do Itaú, o mercado ainda espera números sólidos em termos de rentabilidade e controle de inadimplência. Embora o ritmo de crescimento possa ser mais moderado, não há sinais relevantes de deterioração operacional no curto prazo”, avalia Girão.

Santander e Bradesco

Antes mesmo da divulgação dos demais balanços, o Santander já vinha com perspectiva positiva por parte do mercado. Entre os principais pontos de atenção estão o controle de custos, a evolução do retorno sobre o patrimônio (ROE) e a qualidade da carteira de crédito.

Já o Bradesco deve apresentar uma melhora gradual nos resultados, ainda em linha com um processo de ajuste operacional. O Banco do Brasil, por sua vez, segue sob maior pressão, principalmente devido ao impacto das provisões e à menor previsibilidade dos números no curto prazo.

Sinalizações estratégicas para 2026

Além dos números do trimestre, o mercado também observa atentamente as sinalizações estratégicas para 2026. Segundo Girão, os analistas esperam indicações de crescimento de crédito com disciplina. Além disso, a manutenção da qualidade dos ativos, controle de despesas e estabilidade das margens, especialmente diante da perspectiva de juros mais baixos.

“A prioridade deve continuar sendo eficiência e controle de risco, com crescimento de crédito seletivo. Os analistas preferem uma expansão sustentável a uma aceleração que possa pressionar a inadimplência”, explica.

Outro ponto sensível para o comportamento das ações no curto prazo será a política de capital. Sinalizações positivas sobre dividendos, recompra de ações ou um guidance mais consistente tendem a ter impacto imediato nas cotações. E especialmente em bancos com perfil mais defensivo.

“Sinalizações positivas podem atrair investidores em busca de previsibilidade e retorno. Um guidance mais otimista pode levar a revisões de preço-alvo, reduzir a percepção de risco e sustentar um movimento positivo nas ações do setor nos próximos meses”, conclui Girão.