Veja o resumo da noticia
- Ministra Simone Tebet defende candidatura de Haddad em SP para 2026, crucial para estratégia eleitoral do governo no estado.
- Governo federal busca nome competitivo em SP, maior colégio eleitoral, equilibrando com a manutenção de Haddad no governo.
- Gleisi Hoffmann reforça pressão por candidaturas de figuras com força eleitoral, ecoando a prioridade dada a São Paulo.
- Tebet avalia candidatura ao Senado por SP e possível mudança partidária, enquanto cenário político para 2026 se define.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), elevou o tom e defendeu publicamente a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo nas eleições de 2026. Segundo ela, o desenho eleitoral do governo no Estado “não fecha” sem o ex-prefeito.
Em conversa com jornalistas nesta quarta-feira (4), Tebet avaliou que São Paulo exige uma estratégia de “dupla”. Para ela, nomes associados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva puxam mais votos. Por isso, citou Haddad e também o vice-presidente Geraldo Alckmin como peças centrais para enfrentar o governador Tarcísio de Freitas.
O pano de fundo: Haddad resiste, mas Lula insiste
A pressão cresce porque Haddad tem sinalizado outro caminho. Em entrevista à BandNews FM, o ministro afirmou que prefere atuar na coordenação da campanha de Lula. Ainda assim, ele reconheceu que conversa com o presidente sobre uma candidatura em São Paulo. “Vamos ver quem convence quem”, disse.
Na prática, o Planalto tenta resolver um dilema. De um lado, quer manter Haddad como peça-chave do governo. De outro, busca um nome competitivo no maior colégio eleitoral do país.
Governo “cobra escalação” e amplia o recado interno
A fala de Tebet se soma ao discurso da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Em declarações recentes, Gleisi defendeu que integrantes com força eleitoral “entrem em campo” em 2026. O recado foi lido, nos bastidores, como mais um capítulo da pressão por Haddad candidato.
E Tebet? Senado por SP entra no radar
Enquanto pressiona por Haddad, Tebet também alimenta especulações sobre seu próprio futuro. Ela admitiu que avalia disputar o Senado por São Paulo. Para isso, pode até transferir o domicílio eleitoral. Outra possibilidade em estudo é uma mudança partidária.
No curto prazo, o xadrez segue aberto. Porém, a mensagem política já está na mesa: São Paulo virou prioridade. E, para Tebet, o governo quer Haddad como protagonista.