Veja o resumo da noticia

  • Bitcoin registra queda acentuada, atingindo os menores níveis desde novembro de 2024, ampliando sequência negativa iniciada em outubro.
  • Mercados globais demonstram forte aversão ao risco, com investidores liquidando posições em diversos ativos, impactando o mercado cripto.
  • ETFs de Bitcoin exibem instabilidade, com saídas bilionárias após entradas iniciais, aumentando o ceticismo sobre o ativo.
  • Analistas divergem sobre o futuro do Bitcoin, com alguns vendo oportunidades na faixa de US$ 68 mil a US$ 72 mil.
Imagem gerada por IA
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O Bitcoin caiu abaixo de US$ 70 mil nesta quinta-feira (5). Portanto, a maior criptomoeda do mundo amplia uma sequência negativa preocupante. Desde outubro do ano passado, o ativo já perdeu mais de 44% do seu valor.

Durante o pregão em Nova York, a moeda digital atingiu US$ 69.821. Assim, registrou os menores níveis desde novembro de 2024. Na época, Donald Trump havia vencido as eleições americanas.

Aversão ao risco domina os mercados

Além disso, o movimento reflete um clima generalizado de medo. Os mercados globais enfrentam forte aversão ao risco. Consequentemente, investidores estão liquidando posições em diversos ativos.

“O mercado está navegando por uma crise de fé”, afirma Shiliang Tang. Ele é sócio-gerente da Monarq Asset Management. Desse modo, a confiança dos investidores está abalada.

Nas últimas 24 horas, cerca de US$ 722 milhões foram liquidados. Esses dados são da plataforma Coinglass. Dessa forma, as perdas se intensificam rapidamente.

Ações também sofrem quedas

No entanto, o problema não se limita às criptomoedas. Na quarta-feira, o Nasdaq 100 caiu mais de 2%. Setores como software e chips semicondutores sofreram perdas significativas.

Nesta quinta, as quedas continuaram. Consequentemente, os índices asiáticos e europeus também recuaram. Portanto, a volatilidade está presente em todos os mercados.

“O sentimento mudou para aversão ao risco”, diz Wenny Cai. Ela é diretora de operações da SynFutures. “Além disso, a movimentação vem de mecanismos de balanço, não de narrativas”, completa.

ETFs de Bitcoin enfrentam retiradas bilionárias

Enquanto isso, os fundos negociados em bolsa (ETFs) mostram instabilidade. Na segunda-feira, os ETFs de Bitcoin receberam US$ 562 milhões. Entretanto, nas duas sessões seguintes, mais de US$ 800 milhões saíram.

Andrew Tu, da Efficient Frontier, alerta sobre o cenário. “Se o Bitcoin não se mantiver acima de US$ 72 mil, podemos ver US$ 68 mil”, prevê. Portanto, há risco de novas quedas.

Ademais, cresce o ceticismo sobre o papel do Bitcoin. Muitos acreditavam que seria um porto seguro em crises. No entanto, a criptomoeda acumula queda de quase 20% em 2026.

O mercado cripto perdeu US$ 460 bilhões na última semana. Dessa forma, a capitalização total despencou rapidamente.

“O Bitcoin retornou a uma área de forte resistência”, explica Alex Kuptsikevich. Ele é analista-chefe da FxPro. “Isso explica o interesse de investidores em busca de oportunidades”, conclui.

O que esperar do mercado?

Por outro lado, alguns analistas enxergam oportunidades. A região entre US$ 68 mil e US$ 72 mil é técnica. Ela representou resistência entre março e outubro de 2024.

Entretanto, a volatilidade deve continuar elevada. Os investidores precisam avaliar seus riscos cuidadosamente. Afinal, o mercado cripto permanece imprevisível.

Em resumo, o Bitcoin enfrenta seu pior momento em meses. Portanto, os próximos dias serão cruciais para definir a tendência. Investidores aguardam sinais de estabilização ou novas quedas.