Veja o resumo da noticia

  • Corinthians finaliza acordo histórico com governo federal, quitando dívida tributária de quase duas décadas com desconto significativo.
  • Clube parcelará dívida em categorias distintas, incluindo débitos previdenciários, não previdenciários e FGTS, com prazos diversos.
  • Parque São Jorge é oferecido como garantia, juntamente com recursos da Timemania, para assegurar cumprimento do acordo de pagamento.
  • Acordo alivia pressão financeira, permitindo planejamento de longo prazo e redução de riscos, embora exija disciplina fiscal.
  • Outros clubes também negociaram dívidas tributárias, demonstrando tendência de regularização no futebol brasileiro.
  • Internacional serve de exemplo na recuperação financeira, inspirando o Corinthians a buscar saúde fiscal de forma gradual.
  • Corinthians planeja medidas complementares, como renegociação de dívidas e aumento de receitas, visando fortalecer o caixa.
 Raul Moura/CNN Brasil
Raul Moura/CNN Brasil

O Corinthians acertou negociação histórica com o governo federal. Portanto, encerrou quase duas décadas de pendências tributárias. A dívida original chegava a R$ 1,2 bilhão.

O clube paulista vai pagar R$ 679 milhões ao final do acordo. Além disso, conquistou desconto de 46,6% sobre juros e multas. Consequentemente, economizará cerca de R$ 521 milhões.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional finalizou o acordo em dezembro de 2025. Então, estabeleceu condições de pagamento diferenciadas para cada tipo de débito.

Como funciona o parcelamento

O Timão dividiu o pagamento em três categorias distintas. Primeiro, os débitos não previdenciários somam R$ 1 bilhão. Assim, serão pagos em 120 prestações mensais.

Segundo, as dívidas previdenciárias chegam a R$ 200 milhões. Por isso, terão prazo de 60 parcelas. Por fim, o FGTS representa R$ 15 milhões.

No caso do FGTS, o clube escolheu modalidade especial da Caixa. Dessa forma, obteve desconto adicional de 30%. Então, pagará em 60 prestações.

Parque São Jorge como garantia

O clube ofereceu sua sede histórica como principal garantia. Portanto, o Parque São Jorge foi avaliado em R$ 602 milhões. Além disso, incluiu recursos da Timemania no acordo.

A Timemania é uma loteria federal voltada para clubes de futebol. Consequentemente, gera receita regular para o Corinthians. Por isso, entrou na negociação.

O novo acordo deve diminuir a dívida total em R$ 200 milhões. No entanto, existe possibilidade de economia ainda maior. Atualmente, o passivo total do Timão chega a R$ 2,8 bilhões.

As questões tributárias representam grande parte do problema. Afinal, somam R$ 800 milhões apenas nessa categoria. Portanto, o acordo alivia pressão financeira significativa.

Condições do acordo

A PGFN estabeleceu regras claras para manter o contrato. Então, o Corinthians precisa ficar em dia com novos tributos. Além disso, deve pagar parcelas rigorosamente.

O órgão federal vai acompanhar de perto o cumprimento. Consequentemente, qualquer atraso pode comprometer o acordo. Por isso, o clube reforçou controles internos.

O Corinthians não está sozinho nessa situação. Portanto, outros grandes times também fizeram acordos recentes. Por exemplo, o Internacional negociou R$ 150 milhões em 2025.

O Sport acertou R$ 114 milhões com desconto de 50%. Além disso, Cruzeiro regularizou R$ 334 milhões. Do mesmo modo, Atlético Mineiro negociou R$ 42 milhões.

Clubes cariocas também participaram do programa. Então, Vasco, Botafogo, Fluminense e Flamengo fecharam acordos. Assim, regularizaram pendências antigas.

Impacto na gestão financeira

O acordo representa alívio importante para o Corinthians. Afinal, permite planejamento de longo prazo mais consistente. Além disso, reduz riscos jurídicos.

Carlos Silva, torcedor e economista, avaliou positivamente. “O clube ganha fôlego para investir no futebol”, explicou. Portanto, espera melhorias graduais.

Apesar do acordo, o Timão ainda enfrenta desafios. Por exemplo, precisa manter disciplina fiscal rigorosa. Além disso, deve honrar parcelas mensalmente.

A dívida restante de R$ 2,1 bilhões exige atenção. Consequentemente, o clube trabalha em outras frentes de negociação. Então, busca equilibrar contas progressivamente.

Próximos passos do Timão

O clube deve anunciar medidas complementares em breve. Por exemplo, pode renegociar dívidas com credores privados. Além disso, planeja aumentar receitas operacionais.

Patrocínios maiores estão na mira da diretoria. Então, conversas avançam com potenciais parceiros. Portanto, busca fortalecer caixa para cumprir compromissos.

A PGFN destacou relevância da negociação. “O valor era considerado irrecuperável”, informou. Portanto, o acordo beneficia ambas as partes.

O órgão federal recupera recursos importantes. Simultaneamente, o clube ganha condições viáveis de pagamento. Assim, todos saem ganhando.