Veja o resumo da noticia
- Lucro líquido recorrente do Bradesco atinge R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, impulsionado pela recuperação e desempenho operacional.
- Retorno sobre o patrimônio líquido alcança 15,2%, refletindo avanço em relação aos trimestres anteriores e solidez financeira.
- Receitas totais somam R$ 36,1 bilhões, com margem financeira líquida de R$ 10,4 bilhões, demonstrando capacidade de geração.
- Carteira de crédito expandida chega a R$ 1,089 trilhão, com foco em segmentos de menor risco e crescimento gradual.
- Inadimplência acima de 90 dias fica em 4,1%, pressionando resultados e elevando o custo de crédito no período analisado.
- Controle de despesas operacionais em R$ 16,958 bilhões contribui para a melhora do lucro, com gestão de custos eficiente.
- Bradesco Seguros se destaca com lucro líquido de R$ 2,8 bilhões e ROE de 24,3%, mantendo alta rentabilidade no setor.

O Bradesco encerrou o quarto trimestre de 2025 (4T25) com lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões, acelerando o ritmo de recuperação em relação ao terceiro trimestre, quando havia registrado cerca de R$ 5,8 bilhões. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (5) e refletiu avanço da rentabilidade, crescimento do crédito e maior eficiência operacional.
Na comparação trimestral, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) subiu para 15,2%, ante 14,1% no 3T25, indicando melhora consistente do desempenho mesmo em um ambiente de juros elevados e inadimplência ainda pressionada.
Receitas avançam e margem financeira ganha tração
As receitas totais somaram R$ 36,1 bilhões no 4T25, acima do patamar observado no trimestre anterior. A margem financeira líquida atingiu R$ 10,4 bilhões, mostrando evolução frente ao 3T25, quando havia ficado próxima de R$ 9,8 bilhões.
No acumulado do ano, a margem financeira líquida chegou a R$ 19,2 bilhões, sustentada pelo mix de crédito, spreads mais resilientes e pelo nível ainda elevado da taxa Selic.
Crédito cresce trimestre a trimestre; inadimplência segue elevada
A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,089 trilhão ao fim de dezembro, avanço em relação ao 3T25, quando estava pouco abaixo de R$ 1,06 trilhão. O crescimento foi puxado por linhas com melhor perfil de risco e maior seletividade na concessão.
Por outro lado, a inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,1%, nível praticamente estável na comparação trimestral, mas ainda elevado. O custo de crédito somou R$ 8,8 bilhões no 4T25, ligeiramente acima do trimestre anterior, refletindo a postura conservadora do banco em provisões.
Como contrapeso, a receita com recuperação de crédito totalizou R$ 1,231 bilhão, superior ao registrado no 3T25, reduzindo o impacto das provisões no resultado final.
Despesas sob controle reforçam ganho operacional
As despesas operacionais ficaram em R$ 16,958 bilhões, reforçando o esforço do banco em controle de custos, mesmo com investimentos em tecnologia, digitalização e modernização de sistemas.
A combinação entre crescimento de receitas e disciplina nas despesas foi determinante para a melhora do lucro recorrente no trimestre.
Bradesco Seguros mantém desempenho robusto
A Bradesco Seguros voltou a ser um dos principais destaques do grupo. No 4T25, a divisão registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,8 bilhões, e um ROE de 24,3%, um dos mais elevados do setor.
O faturamento alcançou R$ 29,7 bilhões, enquanto o índice de sinistralidade ficou em 74,3%, patamar considerado controlado diante da pressão de custos médicos e eventos climáticos.