Veja o resumo da noticia
- Argentina e EUA firmam acordo para eliminar tarifas bilaterais, com os EUA removendo mais de 1600 tarifas e a Argentina, mais de 220.
- O acordo, assinado por autoridades de ambos os países, aguarda aprovação do Congresso argentino e destaca a parceria entre Trump e Milei.
- Argentina poderá exportar 100 mil toneladas de carne bovina para os EUA, um aumento significativo que pode gerar tensões internas.
- Argentina aumentará a importação de carne, carros e produtos agrícolas dos EUA, além de reduzir tarifas sobre autopeças e outros itens.
- O apoio de Trump a Milei inclui um pacote de US$ 20 bilhões, que ajudou a mitigar a crise do peso e impulsionar a vitória eleitoral.
- A Argentina busca reformular sua economia, historicamente protecionista, fortalecendo laços com Washington e derrubando barreiras.
- O tratado também abrange direitos de propriedade intelectual e comércio digital, visando proteger empresas de tecnologia e facilitar o comércio.

O presidente argentino Javier Milei conquistou uma grande vitória comercial nesta quinta-feira. Consequentemente, Argentina e Estados Unidos assinaram um acordo para eliminar centenas de tarifas bilaterais.
Os EUA concordaram em remover mais de 1.600 tarifas sobre produtos argentinos. Enquanto isso, a Argentina encerrará mais de 220 tributos sobre mercadorias norte-americanas.
Como funciona o acordo comercial
O chanceler argentino Pablo Quirno e o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, assinaram o tratado em Washington. Portanto, o documento precisa agora da aprovação do Congresso argentino.
Greer destacou a importância da parceria entre Trump e Milei. “Serve como modelo de como os países das Américas podem avançar em nossas ambições compartilhadas”, afirmou.
Milei, por sua vez, celebrou o acordo como prova de que a Argentina pode recuperar sua grandeza. Ademais, ele enfatizou que o país tem tudo necessário para liderar novamente os assuntos globais.
Benefícios para a carne argentina
A Argentina poderá exportar 100 mil toneladas de carne bovina para os EUA com acesso preferencial. Atualmente, a cota é de apenas 20 mil toneladas.
Esse aumento representa um adicional de aproximadamente US$ 800 milhões para a economia argentina. No entanto, o detalhe pode gerar tensões com pecuaristas norte-americanos.
Alguns parlamentares republicanos já buscaram proteger produtores dos EUA contra a concorrência da carne argentina. Portanto, o tema promete debates acalorados no Congresso.
O que a Argentina vai importar
A Argentina aumentará suas importações de carne bovina, carros e produtos agrícolas americanos. Além disso, o país eliminará tarifas sobre máquinas, peças médicas e produtos químicos dos EUA.
As tarifas sobre determinadas autopeças cairão para apenas 2%. Dessa forma, a indústria automobilística terá custos reduzidos.
A Argentina também se comprometeu a aceitar alimentos certificados pela FDA, a agência de saúde dos EUA. Assim, produtos americanos terão entrada facilitada no mercado argentino.
Apoio de Trump a Milei
Trump tem apoiado repetidamente seu aliado argentino. Em setembro passado, o Tesouro dos EUA anunciou um pacote de US$ 20 bilhões para a Argentina.
Consequentemente, o pacote ajudou a mitigar uma crise do peso argentino. Além disso, sustentou a confiança do mercado no governo de Milei antes das eleições legislativas.
O partido de Milei obteve vitória esmagadora um mês depois. Portanto, os mercados reagiram positivamente com forte alta.
Histórico protecionista argentino
A Argentina figura entre os países com piores barreiras comerciais do mundo. Atualmente, suas tarifas têm média de 13%, enquanto nos EUA são apenas 3,5%.
Nos anos 1990, a última tentativa de abrir a economia achatou a indústria local. Consequentemente, o livre-comércio se tornou sinônimo de perda de empregos para muitos argentinos.
Milei tem buscado fortalecer os laços com Washington e derrubar barreiras comerciais. Portanto, o acordo representa uma reformulação profunda da economia combalida do país.
Outros pontos do acordo
O tratado também aborda direitos de propriedade intelectual e comércio digital. Dessa forma, empresas de tecnologia terão maior proteção e facilidades.
O acordo-modelo de novembro já previa várias dessas concessões. Agora, o documento final consolida compromissos de ambos os lados.
Para Milei, o tratado é um passo fundamental para recuperar o protagonismo internacional argentino. Portanto, ele aposta que a abertura comercial trará crescimento econômico sustentável.