Veja o resumo da noticia
- Polícia Civil identifica adolescente como responsável por inserir mandados falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça.
- CNJ detecta alterações indevidas no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, resultado de acessos comprometidos.
- Acessos foram obtidos via phishing, crime cibernético que visa roubar senhas e informações de usuários do sistema.
- Investigação aponta mais de 100 movimentações irregulares, sem benefício a criminosos, revertidas pelas autoridades.
- Operação Lex Data cumpre mandados em Goiás e DF; adolescente tinha padrão de vida incompatível com a renda.
- Apuração indica tentativas de favorecimento a facções criminosas, ampliando a investigação sobre o caso.
- O caso reacende o debate sobre riscos operacionais e segurança da informação em sistemas críticos do setor público.

A Polícia Civil aponta um adolescente de 15 anos como o principal responsável por inserir mandados de prisão falsos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo o CNJ, a autarquia identificou, em janeiro, alterações indevidas no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões após o uso de credenciais de servidores do Judiciário comprometidas.
Não houve invasão direta ao sistema, mas uso indevido de acessos válidos, obtidos por ataques de phishing, um crime cibernético que engana usuários para roubarem senhas, dados bancários e informações pessoais.
A investigação
A investigação aponta que agentes realizaram mais de 100 movimentações irregulares na base de dados, mas nenhuma delas gerou benefício efetivo a criminosos. As autoridades identificaram e reverteram as alterações a tempo.
A operação Lex Data, conduzida pela Polícia Civil de Goiás em conjunto com o Tribunal de Justiça do estado, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Iporá, Goiânia e no Distrito Federal.
De acordo com as autoridades, o adolescente apresentava padrão de vida e movimentações financeiras incompatíveis com sua idade e renda familiar. Além, de não estar matriculado em instituição de ensino há dois anos.
A apuração indica ainda tentativas de favorecimento a integrantes de facções criminosas de alta periculosidade.
O caso reacende o debate sobre riscos operacionais, controles internos e segurança da informação em sistemas críticos do setor público. Especialmente, diante do avanço da digitalização de bases sensíveis e do uso de credenciais individuais como principal mecanismo de acesso.