Veja o resumo da noticia

  • Custos das Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina ultrapassam 6 bilhões de euros, conforme estudo da Standard & Poor’s, valor considerado dentro do esperado.
  • Impacto total do evento poderá ser mensurado a partir de 2032, considerando infraestrutura e legado social, segundo a agência de classificação de risco.
  • Venda de ingressos é um desafio devido aos preços elevados e cenário macroeconômico adverso, apesar de patrocínios e direitos de transmissão.
  • Plano de construção supera 4 bilhões de euros, enquanto despesas operacionais da Fundação Milano-Cortina se aproximam de 2 bilhões de euros.
  • Investimentos em infraestrutura e transportes na Itália ultrapassam 3,5 bilhões de euros, envolvendo diversas empresas e projetos.
  • Orçamento operacional do comitê organizador é de 1,7 bilhão de euros, com cobertura de 60% pelos repasses do Comitê Olímpico Internacional.
  • Olimpíadas contam com parceiros internacionais e italianos, com destaque para modernização de estações com investimento de 650 milhões de euros.
  • Meta de 500 milhões de euros em patrocínios foi superada, com adesão de 54 marcas, incluindo Enel, Eni, Intesa Sanpaolo e Stellantis.
Olimpíadas de Inverno
Olimpíadas de Inverno

Um estudo da agência de classificação de risco Standard & Poor’s estima que as Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo, na Itália, envolveram custos superiores a 6 bilhões de euros (cerca de R$ 37,1 bilhões). Apesar do montante elevado, o valor não surpreendeu os analistas.

Segundo a S&P, o número ainda é incompleto, já que o impacto total do evento, especialmente em infraestrutura e legado social, só poderá ser mensurado plenamente a partir de 2032.

Patrocínios e direitos de transmissão reforçaram o caixa dos organizadores, mas o desafio agora passa pela venda de ingressos, pressionada por preços mais altos em um cenário macroeconômico adverso.

O aumento dos bilhetes reflete tanto o choque inflacionário de 2022 e 2023 quanto custos adicionais com obras de infraestrutura.

O plano de construção supera 4 bilhões de euros, enquanto a Fundação Milano-Cortina, responsável pela organização dos Jogos de 2026, deve gastar quase 2 bilhões de euros em despesas operacionais.

Dados do Ministério da Infraestrutura e Transportes da Itália indicam investimentos acima de 3,5 bilhões de euros, envolvendo 340 empresas, 98 projetos permanentes, 47 instalações esportivas e 51 projetos de transporte.

O orçamento operacional mais recente do comitê organizador alcança 1,7 bilhão de euros, com cerca de 60% dos custos cobertos por repasses do Comitê Olímpico Internacional (COI), principalmente via direitos de transmissão e patrocínios globais.

Parceiros

A edição conta com parceiros internacionais como Coca-Cola, Airbnb, Omega e Procter & Gamble, além de empresas italianas que participam de projetos voltados ao legado regional. Um dos destaques é o investimento de 650 milhões de euros na modernização de dez estações ferroviárias e rodoviárias para as Olimpíadas.

A meta inicial de 500 milhões de euros em patrocínios deve ter sido superada, com adesão de 54 marcas. No grupo “premium”, com aportes entre 23 milhões e mais de 30 milhões de euros, estão nomes como Enel, Eni, Intesa Sanpaolo, Poste Italiane, Leonardo, Salomon e Stellantis.

Os organizadores projetam a presença de cerca de 2 milhões de espectadores, além de uma audiência global que pode chegar a 3 bilhões de pessoas.

“Investimos dinheiro, sim, mas o retorno será maior do que o investido”, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini.