Veja o resumo da noticia

  • Segundo turno das eleições presidenciais em Portugal tem António José Seguro como favorito, segundo pesquisas recentes.
  • Levantamento da Pitagórica indica vantagem de Seguro com 56,7% das intenções de voto contra 26,9% de Ventura.
  • Pesquisa revela diferenças demográficas no eleitorado, com Seguro mais forte entre mulheres.
  • Primeiro turno teve Seguro à frente com 31% dos votos, seguido por Ventura com aproximadamente 23,5%.
  • Participação no primeiro turno atingiu 52%, o maior nível em eleições presidenciais nos últimos 15 anos.
  • Analistas apontam que a mobilização do eleitorado será crucial para a estabilidade política e econômica.
Portugal
/ Agência Brasil

Portugal realiza neste domingo (8) o segundo turno das eleições presidenciais em um cenário que, segundo as pesquisas, favorece amplamente o socialista António José Seguro frente ao líder do partido de direita radical Chega, André Ventura.

Levantamento da Pitagórica, em parceria com TVI, CNN Portugal, Jornal de Notícias e TSF, aponta Seguro com 56,7% das intenções de voto, contra 26,9% de Ventura.

Votos em branco ou nulos somam 9%, enquanto 7,4% dos entrevistados permanecem indecisos.

A pesquisa

Na simulação de redistribuição dos indecisos, Seguro ampliaria a vantagem para 67,8%, enquanto Ventura ficaria com 32,2%.

A pesquisa ouviu 810 eleitores de Portugal entre os dias 3 e 5 de fevereiro e tem margem de erro de 3,51 pontos percentuais, com nível de confiança de 95,5%.

O recorte demográfico mostra diferenças relevantes no eleitorado: Seguro registra maior apoio entre as mulheres. No entanto, Ventura apresenta desempenho relativamente superior entre os homens, reforçando a polarização observada desde o primeiro turno.

Primeiro turno

Na primeira etapa da disputa, realizada em 18 de janeiro, Seguro liderou com pouco mais de 31% dos votos válidos. E, foi seguido por Ventura, com cerca de 23,5%.

João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, ficou em terceiro, com aproximadamente 16%.

A taxa de participação no primeiro turno atingiu 52%, o maior nível em eleições presidenciais portuguesas nos últimos 15 anos.

Para analistas, a mobilização do eleitorado tende a ser determinante para o resultado final, com impactos diretos sobre Portugal, a estabilidade política e a previsibilidade econômica do país, fatores acompanhados de perto por investidores e agentes do mercado europeu.