Veja o resumo da noticia

  • Ibovespa inicia a semana com leve alta, influenciado por resultados corporativos e indicadores econômicos dos Estados Unidos.
  • Dólar comercial abre em queda, alinhado então com o movimento externo, trazendo alívio inicial no câmbio.
  • BTG Pactual divulga lucro líquido ajustado expressivo, impulsionando o setor financeiro e o noticiário corporativo.
  • Boletim Focus aponta para recuo na inflação de 2026, mantendo as demais projeções macroeconômicas inalteradas.
  • Mercado externo demonstra otimismo, com recuperação de ações de tecnologia e expectativas sobre cortes de juros nos EUA.
  • Agenda política em Brasília inclui temas de saúde, educação e possíveis impactos fiscais a serem monitorados.
Foto: Reprodução Freepik
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O Ibovespa começou a semana com passos curtos, mas firmes. Depois de abrir praticamente estável, o índice passou a mirar alta e, subia 0,12%, aos 183.164,47 pontos. A sessão desta segunda-feira (9) divide as atenções entre resultados corporativos, em uma semana carregada de indicadores econômicos nos Estados Unidos.

Além disso, no câmbio, o dia também começou com alívio: o dólar comercial abriu em queda e era negociado perto de R$ 5,20, em linha com o movimento externo.

BTG puxa o radar de balanços e o setor financeiro ganha o centro do palco

O grande destaque do noticiário corporativo veio cedo: o BTG Pactual (BPAC11) reportou lucro líquido ajustado de quase R$ 4,60 bilhões no 4T, alta de 40,3% na comparação anual. A receita também avançou e atingiu R$ 9,09 bilhões, com ROAE de 27,6%.

Mais tarde, após o fechamento, o mercado ainda acompanha os balanços de BB Seguridade (BBSE3), Motiva (MOTV3) e São Martinho (SMTO3).

Focus derruba a inflação de 2026 de novo e ajuda o pano de fundo

O Boletim Focus desta segunda trouxe mais um recuo na mediana do IPCA de 2026, para 3,97%, na quinta queda consecutiva. Enquanto isso, o relatório manteve as projeções de dólar em R$ 5,50, PIB em 1,80% e Selic em 12,25%.

Exterior em modo “risco ligado” com tecnologia; Fed volta ao debate

Lá fora, as bolsas avançavam, impulsionadas pela recuperação de ações de chips nos EUA e de outros ativos que apanharam na semana passada. O mercado também reabre a discussão sobre cortes de juros pelo Fed mais adiante, com dados de emprego, inflação e varejo nos EUA ao longo da semana alimentando essa precificação.

Brasília e o noticiário político também entram no preço

No front doméstico, o presidente Lula visita o Instituto Butantan ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em agenda ligada à produção de vacina contra a dengue. À tarde, há cerimônia com anúncios de investimentos em educação e saúde em Mauá, temas que podem ganhar leitura fiscal e política, dependendo do tom e do alcance das medidas.

O que pode dar direção ao pregão

A abertura indica um mercado que tenta andar sem euforia, mas com suporte: exterior melhor, dólar mais fraco e temporada de balanços puxando o noticiário. Se a fala de Galípolo vier sem ruído e o fluxo seguir firme, o Ibovespa pode ganhar mais corpo ao longo da manhã. Por outro lado, qualquer sinal duro sobre juros, ou uma virada do humor global, tende a recolocar o índice no “modo gangorra”.