Veja o resumo da noticia
- Declaração de Lula sobre a oscilação do dólar e sua relação com o cenário político externo, evitando confronto direto com os EUA.
- Prioridade do Brasil em fortalecer o multilateralismo, buscando então o que for melhor para o país nas relações internacionais.
- Sinalização ao mercado de que o governo tenta reduzir a percepção de risco doméstico como fator determinante do câmbio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que a oscilação do dólar tem mais relação com o “humor” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do que com a “seriedade” da economia brasileira. A declaração ocorreu durante um evento no Instituto Butantan, em São Paulo.
Na fala, Lula também disse que não busca confronto com Trump. “Não sou doido”, afirmou, ao comentar a possibilidade de atritos.
Recado central: menos confronto, mais pragmatismo
Além do câmbio, Lula defendeu que a prioridade do Brasil é fortalecer o multilateralismo. Pois, segundo ele, o país não está escolhendo entre China e EUA. Em vez disso, disse que vai optar pelo que for “melhor para o Brasil”.
Por que a fala importa para o mercado
Quando o presidente associa o dólar a fatores políticos externos, ele sinaliza duas coisas ao investidor.
Primeiro, que o Planalto tenta reduzir a leitura de risco doméstico como motor único do câmbio. Além disso, reforça o tom de pragmatismo diplomático, ao afastar a ideia de escalada com Washington.