Veja o resumo da noticia
- Banco Central anuncia revisão das regras do FGC após caso Banco Master, visando evitar novas ocorrências e fortalecer o sistema financeiro nacional.
- Diretor do BC sinaliza prioridades regulatórias para o ano, incluindo a revisão do FGC, normas para distribuição de títulos e transparência.
- FGC funciona como proteção para investidores em caso de quebras bancárias, garantindo ressarcimento até R$ 250 mil por CPF e instituição.
- Caso Banco Master demanda resgate histórico do FGC, expondo fragilidades nas regras e motivando a revisão regulatória pelo Banco Central.
- BC defende debate sobre o perímetro regulatório, buscando ampliar a fiscalização para instituições financeiras atualmente fora de seu controle.
- Nova regulação do sistema financeiro foca em regras do FGC, distribuição de títulos e transparência dos intermediários financeiros.
- Discussão sobre transparência visa proteger investidores que aplicaram via plataformas de distribuição, nem sempre cientes dos riscos.

O Banco Central anuncia mudanças importantes nas regras do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). A decisão veio após o escândalo envolvendo o Banco Master. Portanto, a autarquia busca evitar novos casos semelhantes no sistema financeiro.
Gilneu Vivan, diretor de Regulação do BC, fez o anúncio nesta segunda-feira (9). Ele participou de um encontro com banqueiros em São Paulo. Dessa forma, sinalizou as prioridades regulatórias para este ano.
Agenda de mudanças deve ficar pronta em março
O diretor do BC afirmou que a agenda deve estar organizada até março de 2026. No entanto, ele não detalhou quais medidas específicas serão propostas. Assim, o mercado aguarda mais informações sobre as novas regras.
“Devemos incluir na agenda deste ano a revisão de regras do FGC”, declarou Vivan. Além disso, ele mencionou a definição de normas para distribuição de títulos. Por fim, citou discussões sobre transparência dos intermediários financeiros.
O FGC é um fundo abastecido por depósitos de instituições do sistema financeiro. Ele funciona como um “colchão” de segurança para investidores. Portanto, protege aplicações em caso de colapsos bancários.
Quando um banco quebra, o FGC ressarce os investidores até determinado limite. Atualmente, a proteção cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Dessa forma, garante segurança para pequenos e médios investidores.
Caso Master: o maior resgate da história do FGC
O Banco Master gerou o maior resgate da história do FGC. O mecanismo precisará desembolsar quase R$ 50 bilhões. Consequentemente, esse valor representa um marco sem precedentes para o fundo.
Esse volume gigantesco de recursos evidenciou fragilidades nas regras atuais. Por isso, o Banco Central decidiu revisar toda a regulamentação. Assim, busca fortalecer o sistema de proteção aos investidores.
Vivan defendeu também um debate sobre o “perímetro regulatório” do Banco Central. Essa discussão envolve a ampliação do poder de fiscalização da autarquia. Portanto, permitiria supervisionar instituições hoje fora de seu controle.
Gabriel Galípolo, presidente do BC, havia mencionado esse tema minutos antes. Assim, demonstrou alinhamento da diretoria sobre essa necessidade. Consequentemente, a proposta pode ganhar força nos próximos meses.
Três pilares da nova regulação do sistema financeiro
O Banco Central definiu três áreas principais para as mudanças regulatórias. Primeiro, a revisão completa das regras do FGC. Segundo, normas claras para distribuição de títulos no mercado.
Terceiro, maior transparência dos intermediários financeiros. Essas medidas trabalham juntas para fortalecer o sistema. Dessa forma, protegem melhor os investidores contra fraudes e falências.
A discussão sobre transparência dos intermediários financeiros ganha importância. Muitos investidores aplicaram no Banco Master através de plataformas de distribuição. Por isso, o BC quer regras mais claras para esses agentes.
Essas plataformas conectam investidores a produtos financeiros de diversos bancos. No entanto, nem sempre deixam claro os riscos envolvidos. Consequentemente, muitos clientes ficaram expostos sem conhecer os perigos.
Sistema financeiro brasileiro busca mais segurança
As mudanças propostas pelo BC visam fortalecer todo o sistema financeiro. O caso Master expôs vulnerabilidades que precisam ser corrigidas. Portanto, novas regras trarão mais segurança para investidores e instituições.
O mercado aguarda os detalhes das propostas até março. Além disso, espera que as mudanças sejam efetivas na prevenção de novos escândalos. Assim, o Brasil pode ter um sistema financeiro mais robusto e confiável.