Veja o resumo da noticia
- Ministério Público investiga superlotação e caos em blocos de carnaval de São Paulo, apurando denúncias de negligência da prefeitura.
- Oposição acusa a prefeitura de autorizar megablocos simultâneos no mesmo local, gerando riscos à segurança pública.
- Denúncia alega que a prefeitura ignorou alertas prévios e autorizou eventos, incluindo um patrocinado por empresa do edital.
- Concentração descontrolada resultou em tumulto e gritaria, com críticas à decisão municipal por expor foliões a riscos.
- Investigação do MP ouvirá testemunhas e analisará documentos para identificar responsabilidades e possíveis sanções.
- Superlotações em blocos paulistanos são recorrentes, com especialistas cobrando mais planejamento das autoridades para evitar repetições.

O Ministério Público abriu investigação sobre o caos nos blocos de carnaval paulistanos. A Promotoria de Habitação e Urbanismo investiga a superlotação registrada neste domingo.
A promotora Camila Mansur conduz o caso. Portanto, ela vai apurar as denúncias de negligência da prefeitura.
A oposição apresentou representação contra o prefeito Ricardo Nunes. Segundo o documento, a gestão autorizou dois megablocos simultaneamente. Além disso, os eventos aconteceram no mesmo local e horário. Dessa forma, a situação gerou riscos à segurança pública.
Alertas foram ignorados
De acordo com a denúncia, a prefeitura recebeu alertas prévios. Contudo, autorizou os eventos mesmo assim.
Um dos blocos era patrocinado pela empresa vencedora do edital oficial. Enquanto isso, o outro é tradicional e costuma atrair milhões. O primeiro evento contou com atração internacional. Já o segundo bloco possui histórico de público superior a um milhão de pessoas.
Consequentemente, a concentração ficou descontroladamente lotada. Assim, testemunhas relatam gritaria e tumulto generalizado.
As parlamentares criticam a decisão municipal. Segundo elas, a autorização contrariou a lógica de segurança urbana. Portanto, expôs milhares de foliões a riscos desnecessários. Além disso, comprometeu a organização espacial da cidade.
Prefeitura não se manifesta
Até o momento não houve manifestação oficial da prefeitura de São Paulo. Enquanto isso, a investigação do MP segue em andamento. Assim, novos desdobramentos devem surgir nos próximos dias.
A sindicância vai ouvir testemunhas e analisar documentos. Dessa forma, o MP identificará possíveis responsabilidades.
Se comprovada a negligência, a prefeitura pode enfrentar sanções. Além disso, gestores podem responder civil e administrativamente. Os organizadores dos blocos também devem prestar esclarecimentos. Portanto, a apuração completa levará algumas semanas.
Histórico de problemas
Não é a primeira vez que blocos paulistanos geram polêmica. Nos últimos anos, superlotações se tornaram recorrentes.
Especialistas alertam sobre os riscos dessas situações. Consequentemente, cobram mais planejamento das autoridades. A falta de coordenação entre prefeitura e organizadores preocupa. Assim, episódios como este podem se repetir.