Veja o resumo da noticia
- Banco Central garante ressarcimento a clientes do Will Bank com recursos reservados, destacando a proteção ao depósito popular e o papel do FGC.
- Diretor do BC reconhece a demora no processo de liquidação e aponta a necessidade de adaptação à nova realidade digital com mais clientes.
- Agenda do BC para 2026-2027 prevê revisões nas regras do FGC, transparência na remuneração e medidas contra fraudes no sistema financeiro.
- FGC planeja recomposição de R$ 50 bilhões após liquidação do Master, enquanto o BC busca ampliar opções de títulos como garantia.
- BC defende regulação por atividade em vez de tipo de instituição e alerta para defasagem nos órgãos fiscalizadores frente ao crescimento.

O Banco Central já separou dinheiro para pagar 7 milhões de clientes do Will Bank. O diretor Gilneo Vivan confirmou a informação hoje.
Os recursos estão guardados em conta específica da autarquia. Portanto, o ressarcimento aos correntistas está garantido.
Primeiro teste das contas pré-pagas
Vivan destacou a importância do processo durante evento da ABBC. Segundo ele, este é o primeiro teste relevante.
“O dinheiro está reservado numa conta do BC”, afirmou. Assim, todos os clientes receberão seus recursos de volta. O diretor elogiou a proteção ao depósito popular brasileiro. Além disso, citou o papel do FGC na cobertura.
“Temos conseguido sucesso em proteger depositantes”, declarou. Contudo, admitiu que o processo demorou muito.
BC reconhece demora
Vivan confessou que a velocidade não foi ideal. Dessa forma, admitiu falhas no processo de liquidação.
“Não conseguimos ser efetivos”, reconheceu. Portanto, há lições importantes a aprender com esse caso. O diretor comparou liquidações passadas com as atuais. Afinal, a inclusão digital mudou totalmente o cenário.
O Master tinha quase 1 milhão de clientes. Enquanto isso, o Will Bank acumulava 7 milhões de correntistas. O BC precisa ajustar processos para a nova realidade. Além disso, todo o mercado financeiro precisa se adaptar.
Consequentemente, as discussões sobre proteção ao depositante se tornam mais complexas. Assim, exigem soluções inovadoras.
Agenda 2026-2027
O BC incluirá revisões importantes na agenda dos próximos anos. Portanto, mudanças nas regras do FGC estão previstas. Além disso, virão definições sobre distribuição de títulos. Enquanto isso, a transparência na remuneração também será debatida.
Medidas contra fraudes entram na pauta de discussões. Dessa forma, o sistema financeiro ganha mais proteção. “A ideia é organizar tudo até março”, explicou Vivan. Assim, prazos ficam estabelecidos para as mudanças.
As liquidações não afetaram outros bancos do sistema. Portanto, o problema ficou isolado onde deveria. “Não vimos mudança relevante na captação”, afirmou. Consequentemente, pequenos e médios bancos seguem estáveis.
Recomposição do FGC
O Fundo vai votar plano para recuperar R$ 50 bilhões. Essas perdas vieram da liquidação do Master. Dessa forma, o FGC se prepara para recompor suas reservas. Além disso, mantém capacidade de proteção futura.
O BC trabalha em plano para bancos menores. Portanto, quer ampliar opções de títulos como garantia. Além dos papéis do Tesouro, entram debêntures e CCBs. Assim, instituições terão mais alternativas em emergências.
Crises podem surgir com velocidade inédita no digital. Consequentemente, bancos precisam estar sempre prontos. As instituições devem aportar títulos rapidamente no BC. Dessa forma, conseguem linhas emergenciais quando necessário.
Vivan defende mudança no modelo regulatório atual. Afinal, regular por tipo de instituição é visão dos anos 1960.
“Qual diferença prática entre banco e fundo?”, questiona. Portanto, propõe regulação por atividade desenvolvida.
Quadro de funcionários
O diretor alertou para defasagem nos órgãos fiscalizadores. Assim, o BC perdeu 40% do quadro desde 2005. Enquanto isso, o sistema financeiro cresceu 11 vezes. Além disso, CVM, Susep e Previc enfrentam situação similar.
Os órgãos precisam de independência operacional e financeira. Dessa forma, conseguem cumprir seus mandatos adequadamente. Portanto, o BC defende autonomia para fiscalização eficiente. Além disso, pede recursos compatíveis com responsabilidades.