Veja o resumo da noticia
- Ibovespa testa patamar de 186 mil pontos com foco no IPCA, que pode influenciar juros, dólar e apetite por Bolsa, impactando o pregão.
- Boletim Focus ajusta projeção do IPCA para 2026, enquanto Haddad e Galípolo participam de eventos que podem mexer com o mercado.
- Mercado aguarda dados dos EUA, como vendas no varejo e preços de importados, para avaliar o cenário antes do payroll de quarta-feira.
- Temporada de balanços continua com resultados de Suzano e TIM no radar, após BB Seguridade anunciar lucro e dividendos.
- Lula discute vetos no Congresso e comenta sobre a oscilação do dólar, adicionando elementos à percepção do mercado.

O Ibovespa amanhece nesta terça (10) com cara de “dia-chave”. Ontem, o índice fechou acima dos 186 mil pontos pela primeira vez. Agora, o mercado quer saber se tem combustível para seguir. E o gatilho do dia tem nome e horário: IPCA, às 9h.
A projeção aponta alta de 0,32% no mês e 4,43% em 12 meses. Se vier mais leve, pode manter o clima bom. Se vier mais quente, pode trazer freio, principalmente na curva de juros.
IPCA às 9h: o dado que pode virar o pregão
O IPCA é o centro da conversa porque ele mexe com tudo ao mesmo tempo. Primeiro, mexe com juros. Depois, mexe com dólar. E, por consequência, mexe com o apetite por Bolsa.
Além disso, o Boletim Focus de ontem ajudou a calibrar o humor. A projeção do IPCA para 2026 caiu de 3,99% para 3,97%. Foi a quinta queda seguida. Ou seja: o mercado está ajustando expectativas, pouco a pouco.
Haddad, Galípolo e um “ponto de atenção” no meio do caminho
No Brasil, a manhã tem agenda que costuma chamar preço.
Às 9h, o ministro Fernando Haddad participa de painel em evento do BTG Pactual. Logo depois, às 9h40, Gabriel Galípolo faz visita institucional ao Estadão, em São Paulo.
Mais tarde, às 11h30, quem fala na mesma conferência é o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Então, o mercado vai acompanhar o tom. Principalmente porque o noticiário externo segue sensível a juros e atividade.
EUA: varejo, importados e o “silêncio antes do payroll”
Lá fora, o dia tem dados que ajudam a montar o quebra-cabeça do Fed.
Sai preço de importados e também vendas no varejo. Depois, entram estoques empresariais. E, à noite, vem estoque de petróleo (API).
O pano de fundo, porém, é outro: o mercado está em compasso de espera para o payroll, que sai na quarta-feira (11). Por isso, qualquer sinal hoje pode mexer com a precificação de juros.
Balanços: Suzano e TIM no pós-mercado
No radar corporativo, a temporada não dá trégua. Após o fechamento, saem os números de Suzano (SUZB3) e TIM (TIMS3).
E tem mais: BB Seguridade (BBSE3) já trouxe resultado. A empresa registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,3 bilhões no 4T25, alta de 5,1%. Além disso, aprovou R$ 4,95 bilhões em dividendos do segundo semestre.
Política: veto, Planalto e a frase do dólar
Em Brasília, o presidente Lula tem reuniões ao longo do dia com auxiliares no Planalto. Paralelamente, segue ecoando a sinalização de que ele pretende vetar “penduricalhos” no Congresso, tema que virou ruído fiscal.
E tem também a fala sobre câmbio: Lula disse que o dólar oscila conforme o “humor” de Trump. Isso não muda o dado do IPCA, claro. Mas pode entrar como ingrediente de percepção.
Agenda essencial do dia
- 09h — IPCA (jan): +0,32% (mês) | +4,43% (12 meses)
- 09h — Haddad em evento do BTG
- 09h40 — Galípolo visita o Estadão
- EUA
- 10:30 – Preços de importados
- 10:30 – Vendas no varejo