Veja o resumo da noticia
- Mercado brasileiro de renda fixa digital atinge R$ 3,34 bilhões em 2025, impulsionado por 614 emissões e alta taxa de sucesso nas captações.
- Relatório inédito da DeFin Research analisa a evolução dos ativos estruturados com registro digital e tokenização no Brasil, com apoio institucional.
- Aceleração do mercado no segundo semestre de 2025, concentrando 84,8% do volume total ofertado, com destaque para o mês de outubro.
- Assimetria estrutural nas emissões, com operações de diferentes valores e concentração de volume em poucas operações de grande porte.
- Maturidade do mercado e adequação dos produtos ao perfil dos investidores contribuem para a elevada taxa de sucesso de captação.
- Adesão de investidores do atacado à renda fixa digital impõe critérios mais rigorosos de análise e diligência, reduzindo riscos.
- Relatório detalha o funcionamento dos produtos, riscos, critérios de diligência e enquadramento regulatório da renda fixa digital.

O mercado brasileiro de renda fixa digital movimentou R$ 3,34 bilhões em 2025, distribuídos em 614 emissões. Além, de uma taxa de sucesso de captação de 99,7%, segundo dados do Relatório Renda Fixa Digital 2026.
O estudo, inédito no país, analisa a evolução dos ativos estruturados com registro digital e tokenização no Brasil.
O levantamento foi produzido pela DeFin Research e lançado oficialmente ao mercado na última quarta-feira (5), em São Paulo, com apoio institucional de Mercado Bitcoin, Capitare, Dexcap e Zuvia.
O relatório é voltado a assessores, consultores, gestores e multi family offices que lidam com um universo crescente de ativos alternativos e precisam manter rigor na análise de crédito.
Além disso, os dados apontam uma aceleração relevante do mercado no segundo semestre de 2025, período que concentrou 84,8% do volume total ofertado.
Apenas no mês de outubro, as emissões somaram R$ 1,11 bilhão, distribuídas em 87 operações, evidenciando o avanço da renda fixa digital ao longo do ano.
Assimetria estrutural nas emissões
Por outro lado, o estudo também revela uma assimetria estrutural nas emissões. Enquanto 45,8% das operações tiveram valor de até R$ 500 mil, um grupo reduzido concentrou volumes mais elevados, com dez emissões acima de R$ 50 milhões e uma operação que atingiu R$ 885 milhões.
Segundo Beny Fard, especialista em investimentos, finanças e um dos responsáveis pelo projeto Renda Fixa Digital, a elevada taxa de sucesso de captação está diretamente relacionada à maturidade do mercado e à melhor adequação dos produtos ao perfil dos investidores.
“A eficiência das captações tem relação direta com o product market fit, em um mercado de varejo mais maduro e com maior adequação ao tamanho ideal das transações pelos diferentes atores”, explica.
De acordo com ele, a estrutura das ofertas passou a respeitar melhor o apetite de risco e o tíquete médio dos investidores, o que contribuiu para o alto índice de sucesso observado em 2025.
Em relação à concentração de volume em poucas operações de grande porte, Fard avalia que o movimento não representa um risco estrutural para o mercado. Pelo contrário, reflete uma mudança no perfil dos participantes.
“O volume maior de transações se deve à maior adesão de investidores do atacado à renda fixa digital, que trabalham com tíquetes mais elevados e níveis de exigência maiores”, afirma.
“Isso representa justamente o contrário do que muitos imaginam: um menor risco, já que esses investidores impõem critérios mais rigorosos de análise e diligência.”
Por fim, o relatório detalha como funcionam os produtos de renda fixa digital. Os principais riscos envolvidos, os critérios de diligência exigidos e o enquadramento desses ativos dentro do arcabouço regulatório vigente.
De acordo, em um momento de expansão e amadurecimento do segmento no mercado financeiro brasileiro.