Veja o resumo da noticia
- Vendas no varejo dos EUA em dezembro mostram estabilidade em US$ 735 bilhões,contrariando expectativas de alta após avanço em novembro.
- Varejo demonstra um crescimento de 2,4% em dezembro no comparativo anual, impulsionado pelas vendas totais de 2025, com alta de 3,7%.
- Quedas em concessionárias, móveis e eletrônicos foram neutralizadas pelo aumento em materiais de construção,alimentos, bebidas e gasolina.
- Desaceleração do varejo reforça narrativa sobre corte de juros, influenciando o mercado e expectativas em relação ao FED.

As vendas no varejo dos EUA foram divulgadas nesta terça-feira (10) e ficaram praticamente estáveis em dezembro, somando US$ 735 bilhões. O resultado contrariou a expectativa de alta de 0,4% de analistas.
Em novembro, por outro lado, as vendas haviam avançado 0,6% na comparação mensal, o que deixa dezembro com cara de “respiro” depois de um fim de ano mais forte.
Já na comparação anual, o varejo subiu 2,4% em dezembro. Além disso, as vendas totais de 2025 cresceram 3,7% em relação a 2024.
O que puxou para baixo, e o que compensou
O dado veio equilibrado: quedas em alguns segmentos foram compensadas por ganhos em outros. Pois, segundo a leitura do noticiário internacional, recuos em concessionárias, móveis e eletrônicos acabaram neutralizados por alta em materiais de construção, alimentos e bebidas e gasolina.
Além disso, quando se excluem automóveis e peças, o resultado também ficou estável em dezembro, após alta no mês anterior.
Por que isso importa: Fed, dólar e ativos de risco
Como o consumo é um dos motores da economia americana, um varejo “no zero a zero” tende a reforçar a narrativa de desaceleração. Com isso, o mercado volta a recalibrar o debate sobre corte de juros pelo Fed, especialmente à medida que outros indicadores de emprego e inflação entram na conta.
Além disso, o próprio calendário explica parte da atenção: a divulgação do relatório de dezembro foi remarcada para 10 de fevereiro de 2026. Ou seja, o número chega ao mercado com atraso, e, mesmo assim, consegue mexer com expectativas.
O que acompanhar agora
A partir daqui, o investidor deve olhar para dois pontos, em sequência:
- Se os próximos dados confirmarem perda de fôlego do consumidor.
- Se o Fed ganhar mais “conforto” para flexibilizar juros sem reacender a inflação.
Se essa combinação encaixar, o mercado tende a reagir com dólar mais sensível e maior disputa por preço em ações principalmente tecnologia e varejo.