Veja o resumo da noticia

  • STJ afasta cautelarmente o ministro Marco Buzzi após denúncias de importunação sexual, mantendo o pagamento integral de seu subsídio.
  • Afastamento impede o ministro de exercer prerrogativas do cargo, como frequentar o gabinete e utilizar veículos oficiais.
  • Investigações iniciaram com depoimento de jovem relatando importunação em Balneário Camboriú, em janeiro.
  • CNJ confirma recebimento de segunda denúncia de teor semelhante, apresentada por uma ex-colaboradora do ministro.
  • STJ instaurou comissão de sindicância para apurar o caso, com conclusões previstas para sessão em 10 de março.
  • O caso também é acompanhado pelo STF, onde tramita a investigação criminal devido ao foro privilegiado do ministro.
  • Defesa de Marco Buzzi nega as acusações, critica o vazamento de informações sigilosas e alega falta de fundamento.
Ministro do STJ Marco Buzzi • Emerson Leal/STJ
Ministro do STJ Marco Buzzi • Emerson Leal/STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em sessão extraordinária, pelo afastamento cautelar e por tempo indeterminado do ministro Marco Buzzi, após a divulgação de denúncias de importunação sexual contra o magistrado.

Mesmo afastado das funções, Buzzi continuará recebendo o subsídio mensal integral, atualmente no valor de R$ 44.047,88.

A manutenção do pagamento ocorre porque a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) não autoriza a suspensão do salário durante afastamentos preventivos na fase de investigação, enquanto não houver condenação definitiva.

Com a decisão, o ministro fica impedido de frequentar o gabinete, utilizar veículos oficiais ou exercer quaisquer prerrogativas do cargo.

As investigações tiveram início após o depoimento de uma jovem de 18 anos, filha de amigos próximos do magistrado. A mesma, relatou tentativas de importunação durante um banho de mar em Balneário Camboriú, no mês de janeiro.

Segunda denúncia

Além desse episódio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou o recebimento de uma segunda denúncia, de teor semelhante, apresentada por uma ex-colaboradora do ministro.

No âmbito administrativo, o STJ instaurou uma comissão de sindicância, que deve apresentar suas conclusões em sessão marcada para o dia 10 de março.

Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) acompanha o caso, onde tramita a investigação criminal em razão do foro privilegiado do magistrado.

Por fim, a defesa de Marco Buzzi nega as acusações e afirma que elas não têm fundamento, além de criticar o vazamento de informações sigilosas.

Antes da decisão pelo afastamento cautelar, o ministro havia solicitado licença médica de 90 dias, alegando problemas psiquiátricos e cardíacos, mas o colegiado optou pelo afastamento preventivo até o esclarecimento dos fatos.