
O Banco do Brasil (BBAS3) aparece com desempenho abaixo dos principais bancos privados no recorte recente da bolsa, e isso muda a leitura para quem busca exposição ao setor.
Essa é a avaliação do analista técnico Fabrício Lorenz, que compara a ação com pares como Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) e conclui: no momento, BBAS3 não lidera o grupo.
“A primeira análise que a gente precisa ver é o quão forte está Banco do Brasil frente a seus pares. A notícia não é boa”, afirmou.
BBAS3 hoje: força relativa abaixo de Itaú, Bradesco e Santander
Na conta apresentada por Lorenz, o Banco do Brasil sobe 26% nos últimos seis meses, enquanto Santander e Bradesco avançam 43% e Itaú, 55%.
Para ele, o dado mostra que BBAS3 está atrás no setor, e isso pesa na decisão de alocação quando o recorte é o segmento bancário.
“Banco do Brasil está subindo 26% nos últimos seis meses, enquanto Santander e Bradesco sobem 43% e Itaú sobe 55%”, disse.
Força relativa: por que “o atrasado” nem sempre vira oportunidade
Lorenz criticou uma leitura comum do mercado: comprar o papel que subiu menos apenas porque parece “atrasado”. Na visão dele, o conceito de força relativa aponta para outra direção.
“Muita gente pensa que é interessante buscar compra nos ativos que se valorizaram menos, pensando que está atrasado”, afirmou. “Mas… o que a gente verifica na prática é que os ativos que mais sobem são os ativos que mais tendem a continuar subindo.”
Ele citou o conceito de força relativa associado a Robert Levy como base de comparação entre ativos do mesmo setor.
Ação do Banco do Brasil: “não seria a minha opção” no setor
A partir dessa leitura, Lorenz indicou que, se a ideia for montar posição em bancos, ele olha primeiro para as ações com desempenho mais forte no grupo.
“Se for para me expor dentro do setor bancário, Banco do Brasil não seria a minha opção neste momento. Vejo outros ativos melhores, Itaú, Bradesco, própria Santander”, disse.
Gap em R$ 25,80–R$ 26: o nível que trava BBAS3, segundo o analista
Além do desempenho relativo, Lorenz apontou um nível técnico que o papel não conseguiu superar com consistência: o gap entre R$ 25,80 e R$ 26,00, aberto em 16 de maio do ano passado. Para ele, essa faixa funciona como zona de resistência e limita a evolução do preço.
“Banco do Brasil está segurando um patamar muito importante, que é o patamar do gap dos R$ 25,80, R$ 26,00”, afirmou. “A gente vê que existe uma dificuldade do Banco do Brasil em romper este gap e iniciar uma alta um pouquinho mais forte.”
Entrada em BBAS3: Lorenz diz que espera rompimento de R$ 26
Na leitura do analista, quem pensa em operar o papel precisa de um sinal claro de superação desse patamar. Sem isso, o trade fica preso em uma área de resistência.
“Se o trader quisesse posicionar em Banco do Brasil, eu aguardaria o rompimento dos R$ 26,00”, disse. “Abaixo disso é zona de resistência, dificuldade do preço evoluir, melhor ficar de fora.”