
Veja o resumo da noticia
- Ibovespa atinge máxima histórica impulsionado por otimismo com pesquisa eleitoral e expectativas do mercado financeiro nacional.
- Dólar comercial recua influenciado por fluxo de capital externo e perspectivas favoráveis para a economia brasileira.
- Payroll forte nos EUA impacta expectativas, adiando projeções de corte de juros pelo Federal Reserve para junho.
- Blue chips lideram a alta do Ibovespa, refletindo o interesse de investidores estrangeiros e entrada de capital.
- Resultados positivos de empresas como Suzano, Tim e Klabin impulsionam valorização de seus papéis.
- Totvs apresenta queda em meio à valorização geral devido à sua exposição ao dólar americano.
O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira em festa absoluta. A bolsa brasileira subiu 2,03% e fechou aos 189.699,12 pontos. Portanto, registrou o maior patamar de fechamento da história do mercado.
“A bolsa registra alta bastante expressiva e renovou máximas históricas”, celebra Nicolas Gass, estrategista de investimentos é sócio da GT Capital. Além disso, analisa que fatores políticos impulsionaram o movimento positivo.
Pesquisa eleitoral aquece mercado
A nova pesquisa Quaest trouxe otimismo aos investidores brasileiros. O levantamento mostrou aproximação entre Flávio Bolsonaro e Lula. Consequentemente, o mercado interpretou o movimento como extremamente positivo.
“Pelo segundo mês consecutivo, Flávio Bolsonaro reduziu o gap”, destaca Gass. Segundo ele, havia grande expectativa em relação ao cenário eleitoral. Portanto, os números animaram investidores que acompanham a corrida presidencial.
O Ibovespa se aproximou dos 190 mil pontos durante o pregão. Assim, consolidou nova máxima histórica para o índice brasileiro. Consequentemente, renovou otimismo com perspectivas futuras do mercado doméstico.
Dólar recua com fluxo internacional
O dólar comercial fechou em queda de 0,18% nesta terça-feira. A moeda americana encerrou cotada a R$ 5,18 na venda. Além disso, registrou mínima de R$ 5,169 durante o dia.
“O dólar mais fraco acompanha movimento do último ano”, explica o especialista. Segundo Gass, a entrada consistente de capital externo pressiona a divisa. Portanto, reflete apostas tanto no cenário eleitoral quanto em cortes de juros.
O movimento do câmbio sinaliza ambiente de maior otimismo brasileiro. Além disso, demonstra confiança crescente de investidores estrangeiros no país. Consequentemente, fortalece perspectivas positivas para ativos domésticos nos próximos meses.
Payroll forte nos Estados Unidos
O mercado de trabalho americano surpreendeu muito acima das expectativas. O payroll criou mais de 100 mil vagas em janeiro. Portanto, superou em três vezes as projeções de 40 mil postos.
“Esse conjunto de dados indica economia americana mais aquecida”, afirma Gass. Segundo ele, os salários vieram pressionados no relatório. Além disso, a taxa de desemprego ficou abaixo do esperado.
O dado reforça discurso do Federal Reserve sobre trabalho aquecido. Assim, eliminou qualquer possibilidade de corte de juros em março. Consequentemente, alterou expectativas do mercado para política monetária americana.
As bolsas americanas reagiram ao dado forte de emprego durante o dia. No entanto, o movimento foi menos expressivo que no Brasil. Portanto, demonstra particularidades do mercado doméstico nesta sessão.
Blue chips lideram alta
As ações de maior porte dominaram os ganhos do Ibovespa nesta terça. Suzano e Tim dispararam mais de 5% no pregão. Além disso, Klabin subiu acima de 3% após divulgar resultados positivos.
“As ações que mais sobem são as blue chips”, destaca Gass. Segundo ele, essas empresas concentram tradicionalmente interesse estrangeiro. Portanto, refletem entrada de capital internacional no mercado brasileiro.
Petrobras, Vale e os grandes bancos também avançaram fortemente hoje. Assim, confirmam papel do fluxo estrangeiro no movimento positivo. Consequentemente, puxam tanto suas ações quanto o próprio índice Ibovespa.
Balanços impulsionam papéis
Suzano, Tim e Klabin divulgaram resultados acima das expectativas recentemente. Os balanços trouxeram números melhores que projeções dos analistas. Portanto, impulsionaram forte valorização dos papéis nesta terça-feira.
As empresas demonstraram resiliência operacional em ambiente desafiador no país. Além disso, apresentaram perspectivas positivas para os próximos trimestres. Assim, conquistaram confiança adicional de investidores institucionais e estrangeiros.
Totvs na contramão
A Totvs fechou em queda nesta sessão de forte alta generalizada. A empresa tem operação bastante vinculada ao dólar americano. Consequentemente, quando a moeda recua, o papel tende a acompanhar.
“É uma dinâmica já esperada pelo mercado”, pondera o estrategista. A companhia possui receitas dolarizadas em parte significativa do negócio. Portanto, sofre impacto negativo quando real se fortalece frente ao dólar.