Renovação agro

Fiagro do Paraná revoluciona o crédito rural e atrai investidores

Entenda o impacto do Fiagro na forma de financiar o crédito rural no Brasil, promovendo um modelo mais eficiente.

Foto: Fiagros/CanvaPro
Foto: Fiagros/CanvaPro

O Fiagro do Paraná transforma a forma de financiar o crédito rural no Brasil.

O governador do Paraná, Ratinho Jr., muda a forma de financiar o crédito rural no Brasil.

Como resultado, com o lançamento do primeiro Fiagro estatal, o estado criou uma fonte de financiamento sustentável, sem depender anualmente dos recursos do Tesouro.

Além disso, esse modelo inovador está chamando a atenção de grandes investidores, como a Kinea.

Fiagro: um novo modelo de financiamento rural

A ideia surgiu em uma conversa informal durante um evento da Apex Partners. 

Quase um ano e meio depois, o projeto se tornou realidade, com Ratinho Jr. tocando o sino da B3 para marcar o lançamento. 

O diferencial desse modelo é a capacidade de alavancar investimentos. 

Com apenas R$350 milhões, o governo estadual criou um mecanismo que pode gerar até R$ 2 bilhões em crédito.

Esse resultado só foi possível porque a estrutura do Fiagro do Paraná atraiu investidores de peso. Alexandre Marco, head de crédito agro da Kinea, esteve presente no evento e confirmou o interesse da gestora em participar do fundo.

Como funciona o fiagro do Paraná

A estrutura do fundo segue o modelo de “blended finance”, combinando recursos públicos e privados. 

O governo estadual, por meio da Invest Paraná, aportará inicialmente R$150 milhões no fiagro, com uma taxa de juros subsidiada de 4% ao ano. 

Os recursos irão para FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que atendem cooperativas e agroindústrias.

O primeiro fundo, avaliado em R$400 milhões, beneficiará os avicultores da C.Vale, cooperativa de Palotina. 

O governo contribuirá com R$80 milhões na cota sênior, enquanto a C.Vale assumirá os riscos com R$160 milhões na cota subordinada. 

A Kinea entrará na cota mezanino, com uma taxa de remuneração de CDI + 3% ao ano.

Os cooperados terão acesso a financiamentos com juros em torno de 9% ao ano. 

A construção de aviários utilizará os recursos, impulsionando a produção de carne de frango no Paraná.

Os créditos terão prazo de até dez anos para pagamento, com período de carência.

Expansão do modelo para outras empresas

O sucesso inicial do Fiagro está atraindo outras empresas. 

A CNH Industrial, dona das marcas Case e New Holland, está em negociações com o governo do Paraná para lançar um fundo de R$750 milhões.

Além disso, esse novo fundo visa financiar a compra de máquinas agrícolas, oferecendo uma alternativa ao Moderfrota.

Ainda por cima, a expectativa é que mais quatro Fiagros sejam lançados nos próximos seis meses.

Por consequência, segundo Ratinho Jr., essa iniciativa pode atrair até R$14 bilhões em investimentos, atendendo à demanda reprimida do setor agropecuário.

Impacto nacional e futuro do Fiagro

A grande demanda do setor agropecuário brasileiro sugere que esse modelo pode ser adotado por outros estados. 

Atualmente, as cooperativas do Paraná possuem projetos que somam R$ 9 bilhões, e o Fiagro surge como uma solução eficiente para suprir essa necessidade.

Caso a estratégia seja replicada em outras regiões, o Fiagro pode se tornar uma revolução no financiamento do agronegócio nacional. 

O Paraná, mais uma vez, demonstra liderança na inovação financeira para o setor.