A confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil acendeu o alerta no setor agropecuário e já provoca impactos nas exportações de carne de frango. Segundo estimativas do economista Fábio Silveira, da consultoria MacroSector, o prejuízo pode chegar a até US$ 1 bilhão em 12 meses, com perdas mensais estimadas em cerca de US$ 250 milhões.
No domingo (18) o painel do Ministério da Agricultura com atualização sobre gripe aviária no país indicava que havia um caso suspeito sob investigação em granja comercial de Aguiarnópolis (TO) e outro suspeito em criação comercial em Ipumirim (SC).
Especialistas apontam falhas na comunicação e na gestão de risco por parte do setor privado. “A contaminação ocorreu sob os olhos da iniciativa privada. Foi um tiro no pé”, afirmou Silveira. Ele também criticou a demora na divulgação do caso, o que teria ampliado os danos à imagem do Brasil no mercado internacional.
Entre os principais mercados que impuseram restrições estão China, União Europeia, México, Chile, Coreia do Sul, África do Sul e Canadá. O Japão, por sua vez, limitou o embargo apenas ao município afetado, conforme prevê o acordo de regionalização. As informações são do portal Globo Rural.
Gripe aviária reduz exportações e pode derrubar preço dos ovos
A gripe aviária provocou embargos às exportações e aumentou a oferta de ovos no Brasil. Sendo assim, os preços podem cair nos próximos dias.
O cenário atual beneficia o consumidor. Como suspenderam os embarques internacionais, o mercado interno absorverá o volume que ficaria fora do país. Assim, segundo especialistas, a tendência é de alívio no bolso.
Gripe aviária pressiona mercado interno com excesso de oferta
A gripe aviária obrigou empresas a direcionarem os ovos para o consumo interno.
Países como Japão, Chile e México suspenderam temporariamente as compras do Brasil.
Conforme Adenauer Rockenmeyer, do Corecon-SP, essa mudança gera impacto imediato. “Os ovos devem aparecer mais baratos nas prateleiras. O consumidor será o principal beneficiado”, afirmou o economista.