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Brasil: Um país desigual por natureza

Não é de hoje que empresas e empreendedores precisam mendigar pelo apoio do governo e da sociedade civil. Além de uma estrutura social muito deficitária, o apoio ao micro e pequeno empresário praticamente inexiste. Basicamente, 90% dos empregos gerados no país são providos por empresas de micro e pequeno porte. Durante a crise, percebemos o quão necessário é ter uma estrutura mínima de apoio, governamental ou não. Temos empresários em processo de encerramento das suas operações, seja por dificuldade de obter capital de giro, seja por não ter o menor senso de gestão empresarial. No início da crise, adivinha quais as empresas que tiveram acesso, de maneira preferencial, ao crédito em bancos e programas do governo federal? Médias e grandes. Praticamente, três meses depois do decreto de pandemia, o governo sente pena das pequenas empresas e libera uma linha de crédito (Pronampe) visando atender a quem mais gera emprego nesse país.

Quantos negócios fecharam nesse período? Através de uma pesquisa realizada pelo IBGE (Pulso Empresa), 32% das empresas encerraram suas atividades por conta da pandemia. Será que elas teriam chance de sobreviver se o crédito tivesse chegado, de maneira prioritária, como chegou para as médias e grandes? Não sei, mas a chance seria absurdamente maior. Diante de toda a dificuldade e parafernália institucional, o empreendedor brasileiro está absolutamente pronto para abrir um negócio em qualquer lugar do mundo. Temos por aqui desafios em todas as esferas (social, financeira, econômica, tributária, etc). Com tudo isso, não existe povo mais preparado para empreender como o brasileiro. Força de trabalho, criatividade, inovação e vontade de vencer. Continuo, há 13 anos, acreditando que o Brasil terá um ambiente empresarial que possibilite oportunidades iguais para as pessoas empreenderem. Acorda Brasil!

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