Guia básico: o que são investimentos?

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Os investimentos são uma excelente forma de aumentar sua renda e conquistar suas metas. Apesar disso, muitas pessoas ainda não têm o hábito de investir por insegurança, medo ou desconhecimento, já que investir não é um assunto presente no cotidiano.

Mesmo sendo algo que envolve muitos conceitos, investir é mais simples do que parece. Nesse post, vamos lhe ensinar o que é investimento e os principais tópicos sobre ele, para que você dê o primeiro passo em fazer dinheiro.

O que é investimento?

O ato de investir é qualquer tipo de gasto ou aplicação que lhe traga retorno no futuro. Ou seja, qualquer coisa que você faz com o intuito de obter benefícios pode ser considerado um investimento.

Por isso, sua motivação para investir será justamente essa: obter retorno. É impossível prever o futuro, você precisa ter uma forma de garantir sua estabilidade e o investimento é uma ótima forma de fazer isso.

Aqui, iremos focar no investimento financeiro. Aplicar dinheiro hoje para receber mais dinheiro no futuro, por meio de juros, lucros ou dividendos, por exemplo. Neste mundo, há muitas possibilidades e conceitos a serem analisados, como renda fixa e variável, risco e retorno. Muita coisa? Calma, fica aqui que a gente explica tudo sobre isso.

Principais taxas

Para começar, é preciso conhecer um pouco sobre as principais taxas do país, que dão lastro a muitos investimentos que podem ser do seu interesse: o IPCA, o CDI e a Selic.

1. IPCA

O IPCA é a sigla para Índice de Preços para o Consumidor Amplo. Ele é um dado, fornecido todos os meses pelo IBGE, que indica o quanto os preços do comércio estão variando e é o número que mede a inflação do país.

Além de medir o índice de preços, apontando o custo de vida médio das famílias brasileiras e oferecendo um panorama da economia, o IPCA também serve como correção de algumas aplicações financeiras. Por isso, pode ser um indicador importante em seus investimentos, como no Tesouro Direto.

Assim, ele é um dado muito presente em nossas vidas, tanto pela inflação quanto para nossa renda passiva, já que o Tesouro Direto pode ser uma opção de investimento.

2. CDI

O CDI, ou Certificado de Depósito Interbancário, é um título que os bancos emitem para produzir empréstimos entre eles. Há uma regra do Banco Central (BC) que obriga os bancos a encerrarem o dia com saldo positivo. Se isso não ocorre naturalmente em alguma instituição, é preciso tomar de outros para regular o caixa diário.

A taxa é calculada diariamente pela Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos Privados. Ela é extremamente importante para estabilizar o sistema financeiro, pois auxilia os bancos a cumprirem suas obrigações, protegendo seus correntistas e mantendo a fluidez.

Assim como o IPCA, o CDI também serve de base para diversos títulos financeiros, especialmente em renda fixa. Como as operações entre bancos têm risco muito baixo, suas taxas, principalmente a média entre os CDIs, a chamada Taxa DI, acabam sendo indicadores muito seguros para o mercado.

3. Selic

A Selic é a taxa básica de juros da economia do país. Por isso, as mudanças feitas nela impactam em outras as outras taxas de juros do Brasil, inclusive nos investimentos. Ela é uma das principais ferramentas da política monetária brasileira, servindo para garantir estabilidade e controlar os preços.

Como esse controle funciona? O Banco Central utiliza a Selic para influenciar na circulação de recursos na economia. Quando há uma disparada de preços, por exemplo, estourando a meta de inflação, há um aumento da taxa. Assim, tomar crédito fica mais caro, pois os juros estão mais altos, o que desestimula o consumo e, consequentemente, diminui os preços.

O Comitê de Política Monetária (Copom), um órgão do Banco Central, é o responsável por definir a taxa Selic. A cada 45 dias, o Copom reúne-se anuncia qual será a taxa a prevalecer até a reunião seguinte.

E como ela impacta nos investimentos? A Selic em alta beneficia investimentos em renda fixa, os de maior segurança e que têm seu retorno baseado em juros. Portanto, dependendo da situação da Selic, investimentos desse tipo podem ter maior ou menor rentabilidade. Hoje, a Selic está em 2%, uma baixa história, mas há outras opções para obter maiores rendimentos.

Juro nominal, juro real e juro composto

Entender os conceitos de juro, juro real e juro composto é essencial para atuar com investimentos. Por meio deles, você conseguirá analisar o quanto seu dinheiro está rendendo e alocar melhor seu patrimônio.

1. O rendimento real

Os juros nominais são as taxas que estão expressas nas aplicações financeiras. Elas indicam a rentabilidade dos investimentos, mas podem não corresponder com os rendimentos reais, pois há outro fator a se levar em conta: a inflação.

Para saber a real rentabilidade das taxas de juros, é preciso calcular o juro real, que nada mais é que a taxa de juro nominal com desconto da inflação. São eles que realmente aferem o valor dos investimentos, afinal, não adianta ganhar dinheiro se os produtos que você compra ficam mais caros no mesmo nível.

2. Multiplicando seu dinheiro

Agora, vamos falar sobre o que efetivamente multiplicar seu dinheiro: os juros compostos. De forma direta, eles são a aplicação de juros sobre juros. Por isso, quando você investe com um contrato de juro composto mensal, por exemplo, seu dinheiro irá render mais a cada mês, pois os rendimentos ocorrem não só em seu montante inicial, mas também nos seus lucros passados.

Complicou? Vamos a um exemplo prático. Imagine um empréstimo de R$ 100,00, sob regime de juro composto, com a taxa de 10% ao mês. No primeiro mês, a dívida será de R$ 110,00, pois os juros incidem sobre o valor inicial. Porém, já no segundo mês, a dívida será de R$ 121,00, porque a taxa de juros irá ocorrer sobre o novo valor, R$ 110,00, aumentando, assim, os rendimentos do empréstimo.

Tripé dos investimentos

Um conceito muito difundido no mercado financeiro é o Tripé dos Investimentos. Principalmente se você ainda está começando a investir, é importante ter em mente esses três pilares: liquidez, segurança e rentabilidade.

A liquidez é a facilidade de retomar o dinheiro investido numa aplicação. Quanto maior a liquidez de um investimento, mais rápido será a possibilidade de convertê-lo. Porém, em geral, quanto maior a liquidez, menor a rentabilidade. Por isso, em busca de maiores rendimentos, será preciso comprometer a deixar seu dinheiro parado por mais tempo.

Já a segurança e a rentabilidade são conceitos mais simples. Você deve avaliar quais são os riscos que podem estar atrelados a cada aplicação, observando o quão seguras elas são, e o quanto você irá receber de retorno no futuro, caracterizando o quão rentável é o investimento.

Cada tipo de investimento tem suas características e esses pilares variam de acordo com a opção que você escolher. Alguns terão maior segurança e liquidez, mas rentabilidade mais baixa. Ou uma alta rentabilidade, mas um pouco mais de risco. Enfim, as possibilidades são inúmeras, mas há algo certo: nenhum investimento terá tudo!

De forma bem direta, não existe investimento com alta segurança, ótima rentabilidade e liquidez imediata. Se alguém lhe oferecer uma oportunidade como essa, sempre desconfie. Ao fazer suas escolhas, você sempre terá que abrir mão de um dos pilares para ter um melhor aproveitamento de outro. 

Renda fixa x Renda variável

Ao decidir investir, você precisará saber onde alocar seu dinheiro. Seus investimentos devem variar de acordo com cada objetivo, pois suas características, como explicado no tripé dos investimentos, são diferentes entre si. Além disso, há alguns indicadores que podem lhe ajudar a tomar essa decisão. Para começar, é importante conhecer a diferença entre investimentos de renda fixa e de renda variável. 

Primeiro, você não precisa se dedicar exclusivamente a um tipo de renda. É possível investir das duas formas ao mesmo tempo, com uma parte de seus ganhos para cada uma. Na verdade, é recomendável que sejam feitos vários tipos, pois uma carteira diversificada corre menos riscos.

Com isso em mente, vamos às definições. A renda fixa, como o nome já indica, fornece rendimentos previsíveis, pois a taxa de rentabilidade é definida no momento da compra. Esse tipo de investimento funciona como um empréstimo, o qual você tem certeza de quanto irá receber. Isso a torna uma opção mais segura.

Dentro da própria renda fixa existem diversos tipos. Ela pode ser prefixada, na qual a taxa é um rendimento fixo, pós-fixada, ligada a um indexador econômico e variando conforme (como a Selic), ou híbrida, com partes fixas e variáveis (CDB, debêntures etc.). Por ter mais segurança, geralmente a rentabilidade será menor.

Já a renda variável não possui uma previsibilidade. Elas funcionam como a compra de parte de um negócio (uma empresa, por exemplo). As cotações são definidas de acordo com fatores como a expectativa dos investidores e, por isso, acabam tendo maior risco. Porém, tendem a oferecer maiores rendimentos. Alguns exemplos de investimentos em renda variável são as ações, nas quais você adquire uma parte de negócio empresarial, e os fundos imobiliários.

Tipos de risco

Já vimos que cada tipo de investimento tem suas vantagens e seus riscos. Mas quais são os tipos de risco que você pode correr? Basicamente, todo investidor está sujeito a riscos de mercado, liquidez e crédito.

1. Risco de mercado

É o risco ligado à área econômica. Ele diz respeito ao desempenho de seu investimento em comparação a uma taxa de referência, como a Selic e o CDI. Como taxas e preços são variáveis, todos os investimentos estão sujeitos a esse risco.

Para se proteger do risco de mercado, é importante, como já dissemos, ter uma carteira de investimentos diversificada.

2. Risco de liquidez

Diz respeito ao risco de não conseguir vender um ativo no momento desejado. A liquidez é a condição pré-estabelecida sobre em quanto tempo você resgatar o dinheiro investido. Alguns investimentos exigem que o dinheiro permaneça aplicado por muito tempo, bloqueando a mobilidade e, assim, tendo baixa liquidez.

Por isso, é importante ter em mente o tempo que você deseja esperar para cada objetivo antes de escolher o investimento. Opções com alta liquidez geralmente apresentam menor retorno, e vice-versa.

3. Risco de crédito

O risco de não receber o seu dinheiro de volta. As empresas, por exemplo, podem não ter condições de lhe pagar o dinheiro que você as emprestou. É algo impossível de ser ignorado, pois você nunca terá 100% de certeza de que o pagamento irá acontecer.

O próprio conceito de crédito se baseia apenas na crença, nada é completamente seguro. Porém, há maneiras de avaliar a segurança que cada aplicação oferece e escolher seus investimentos minimizando os riscos.

Perfil de Investidor

Com tudo isso em mente, para decidir bem dentre tantas opções é preciso conhecer seu perfil de investidor. Ele é uma análise de suas características com relação ao mercado financeiro e até onde você está disposto a ir no mundo dos investimentos. Por isso, leva em conta fatores como sua condição financeira, seus objetivos, o quanto você conhece do mercado etc.

Geralmente, o perfil é definido por sua tolerância ao risco, sendo dividido entre três opções: conservador, moderado e agressivo. 

O investidor conservador é aquele com baixa tolerância ao risco, que prioriza a segurança dos investimentos de renda fixa, por exemplo, para preservar seu patrimônio. Iniciantes no mercado financeiro costumam ter um perfil desse tipo.

Já os moderados possuem maior tolerância, mas ainda se mantém num nível mais seguro. Eles diversificam seu patrimônio entre investimentos mais arriscados e mais previsíveis, equilibrando rentabilidade e risco. Assim, têm a segurança com uma rentabilidade maior. 

Por fim, há os agressivos, que destinam a maior parte do patrimônio para investimentos de maior risco e, consequentemente, maiores rentabilidades. Como geralmente têm mais experiência no mercado, eles aceitam a exposição às oscilações em busca do maior lucro possível e sabem o que fazer em momentos de tensão. O foco deste perfil é o retorno de curto prazo.

Dentro desse mar de opções, o mais importante é se conhecer, saber seus objetivos e diversificar sua carteira para atender a cada um deles. Diversificação é uma forma de diminuir os riscos, ter uma boa rentabilidade no médio e longo prazo e aproveitar o melhor de cada uma das possibilidades. 

Não pare!

Você deve ter notado que há muitas informações quando se trata de investimentos. Esse post é apenas um resumo, um guia básico para que você tenha um rumo de estudos.

É importante que você continue estudando para ter sucesso no mercado financeiro. Para isso, conte sempre com a ajuda da BP Money. Além do site, estamos no Youtube e no Instagram oferecendo conteúdo sobre o mercado diariamente.

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