O que é renda fixa e quais são seus investimentos?

A renda fixa é uma ótima opção para aqueles que desejam dar os primeiros passos no mercado financeiro, pois é uma forma bastante segura de poupar e investir dinheiro. Os ativos de renda fixa são muito melhores que deixar seu patrimônio na poupança, por exemplo, pois terão o mesmo nível de segurança, mas com uma rentabilidade mais alta.

Apesar de ter sua atratividade reduzida nos últimos anos por conta da queda da taxa Selic, ainda há boas opções de investimentos nessa categoria. Por isso, neste artigo vamos explicar o que é renda fixa e quais são seus principais tipos de ativos para que você comece a explorar ainda mais as formas de fazer seu dinheiro trabalhar para você.

O que é renda fixa?

Os investimentos em renda fixa são aqueles que possuem rentabilidade previsível. No momento da compra, você já sabe qual será o rendimento de sua aplicação. Por isso, são indicados para pessoas que estão começando no mercado financeiro, pois oferecem maior segurança. 

Mas existem diversas opções na renda fixa, que é apenas uma categoria de investimentos. Eles podem ser pré-fixados, pós-fixados, estar atrelados ao CDI ou à taxa Selic. Todos esses elementos impactam em seu retorno e serão explorados ao longo do texto para que você tome a melhor decisão para o futuro de sua carteira.

Fundo Garantidor de Crédito

Antes de falarmos sobre os tipos de investimentos nessa modalidade, é importante que você conheça o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), algo que garante sua segurança em algumas aplicações de renda fixa.

O FGC tem validade em investimentos de crédito privado e é uma entidade que protege os acionistas. Os ativos contemplados por ele garantem proteção de até R$ 250.000,00 por CPF e instituição financeira. 

Alguns dos investimentos protegidos pelo FGC são LCIs, LCAs e CDBs. Por enquanto, é preciso entender que o Fundo Garantidor de Crédito é o que lhe permite ter mais tranquilidade, pois é uma garantia de que seu capital será devolvido.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa criado pelo Tesouro Nacional que permite a venda de papéis do governo a pessoas físicas de forma 100% digital. Ao aplicar nele, você estará emprestando dinheiro para o governo, e pode começar a fazer isso a partir de R$ 30,00.

Os títulos públicos do Tesouro Direto oferecem liquidez diária, ou seja, podem ser resgatados a qualquer momento. Dentre as opções, estão o Tesouro Selic, o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA.

Tesouro Selic

No Tesouro Selic, a rentabilidade do investimento está atrelada à taxa básica de juros do país, a Selic. É um investimento que rende 100% dessa taxa. Por isso, é um título pós-fixado, pois seu retorno vai variar de acordo com a movimentação dessa taxa.

Ele é recomendado a investidores mais conservadores, que não têm tanta tolerância a risco e preferem manter a segurança. Além disso, possui alta liquidez, você pode resgatar seu dinheiro a qualquer momento até o vencimento, respeitando as regras estabelecidas.

Tesouro Prefixado

A característica definidora do Tesouro Prefixado é a certeza do quanto você irá receber ao final do investimento. Como o próprio nome já indica, a taxa de juros é cravada no momento da aplicação. Portanto, você sabe exatamente o quanto irá receber no vencimento do título.

Investimentos nesse tipo de aplicação são recomendados a pessoas com objetivos de médio e longo prazo, devido a suas possibilidades de vencimento. Os títulos de Tesouro Prefixado pagam a rentabilidade somente no vencimento, mas há, também, o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, que pagam juros antes do vencimento a cada semestre.

Apesar disso, a aplicação com juros semestrais reduz o rendimento no longo prazo, e alguns deles têm um prazo de vencimento maior. Assim, são recomendados a pessoas que procuram uma renda extra regular.

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA é um título ligado à inflação. Ele é um investimento híbrido, pois possui uma parte numa taxa pós-fixada, a inflação, e alguma taxa fixa prefixada. Por isso, esse tipo de investimento garante rendimentos acima da inflação e são recomendados para objetivos de longo prazo.

Justamente por serem de longo prazo, eles costumam oferecer rentabilidade acima do CDI, mas seus números oscilam de acordo com a situação econômica do país. Existem dois tipos de Tesouro IPCA que, assim como o Tesouro Prefixado, podem trazer retorno no vencimentos ou oferecer juros semestrais.

Títulos privados

Diferentes do Tesouro Direto, que apresenta investimentos emitidos pelo governo, os Títulos Privados são ativos oferecidos por instituições como bancos e financeiras, agentes da iniciativa privada. Eles são emitidos para garantir recursos para essas instituições e funcionam como um empréstimo no qual você pode ser o credor.

Em geral, eles têm como vantagens boa rentabilidade e segurança. Por isso, podem ser ótimas opções para seus investimentos. Os principais tipos de aplicação nos títulos privados de renda fixa são os CDBs, as Letras de Crédito, os Certificados de Recebíveis e as debêntures.

CDBs

Emitido pelos bancos e protegido pelo FGC, o Certificado de Depósito Interbancário é um título que funciona como um empréstimo a instituições bancárias. Ao fornecer seu dinheiro, você receberá como retorno a taxa de rentabilidade definida no momento da compra.

Normalmente, instituições menores costumam emitir CDBs com maiores rendimentos, assim como os títulos de longo prazo. Além disso, eles podem ser prefixados, pós-fixados (utilizando o CDI, por exemplo) ou híbridos.

LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) funcionam de forma similar aos CDBs, como um empréstimo. Enquanto o LCI é lastreado na carteira de empréstimos do setor imobiliário, podendo ser fonte de recursos para companhias hipotecárias e sociedades de crédito imobiliário, as LCAs são utilizados para a captação de recursos para o agronegócio, como produtores rurais.

Assim como os outros investimentos em renda fixa, elas podem ser prefixadas, pós-fixadas ou híbridas. Geralmente, possuem liquidez mais baixa que as outras opções na renda fixa, pois elas precisam obedecer um período mínimo de investimento. 

Mas o grande diferencial desses dois tipos de ativo é que eles são isentos de imposto de renda, algo que não ocorre com frequência em outros tipos. Além disso, são cobertas pelo FGC. Dessa forma, a LCI e a LCA acabam sendo um grande atrativo para os investidores, como uma alternativa mais rentável e segura.

CRI e CRA

Além das letras de créditos, temos os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que são dois ativos diferentes, mas com características semelhantes. Como os próprios nomes indicam, o CRI é uma promessa de pagamento futuro ligada a imóveis, enquanto o CRA segue a mesma lógica, mas ligado ao agronegócio.

Basicamente, são formas que cada um desse setor têm de captar recursos mais cedo, fazendo uma securitização. Como funciona? Uma empresa que precisa levantar capital para fazer um empreendimento pode transformar os créditos que ela irá receber no futuro (como parcelas de financiamento) em papéis e negociá-los no mercado. Assim, ela antecipa os recursos que receberia num prazo maior.

Esse processo é realizado por securitizadoras, que compras as dívidas e realizam a emissão dos CRI para os investidores. Além disso, como há muita variação nos valores, as securitizadoras também têm o papel de uniformizar os papéis em aspectos como taxas e riscos.

Seguindo a linha que já vimos até aqui, os CRIs e os CRAs podem ser prefixados, pós-fixados ou híbridos. A liquidez desses ativos é considerada baixa, o que influencia muito na decisão de compra, e eles não são cobertos pelo FGC. Apesar disso, são isentos do Imposto de Renda e do Imposto sobre Operações Financeiras e apresentam boa rentabilidade.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívida de empresas de outros setores, podendo ser emitidas apenas por instituições que são sociedade anônima de capital aberto. 

Ao aplicar nelas, da mesma forma que outros títulos de crédito privado, os investidores emprestam seus recursos às empresas que emitiram a debênture, recebendo uma quantia acrescida de juros ao final da aplicação.

Elas costumam oferecer maior rentabilidade, mas apresentam maior risco, pois não são cobertas pelo FGC e o retorno depende da empresa para a qual os investidores realizam o empréstimo. Sobre liquidez, os prazos variam muito entre elas, então é importante analisar cada caso.

As debêntures simples não são isentas do Imposto de Renda. Porém, existem as debêntures incentivadas, que financiam projetos de infraestrutura nacional e, por isso, são isentas de impostos.

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