- Publicidade -

“Se você disser que eu empreendo, amor”

Parafraseando a música de João Gilberto, lançada em 1959 no álbum “Chega de saudade”, o Brasil é repleto de “Empreendedores de Palco”. Esse termo, propositalmente pejorativo, tem por objetivo desenhar a forma como grandes “gurus empresariais” cativam, emocionam e inflamam seus seguidores através de discursos que pintam o ato de “empreender” como sendo o mundo encantado da Cinderela. Eles tocam o coração de quem lê sobre o tema, mas, efetivamente, nunca construíram nenhum negócio ou, simplesmente, não tem a menor noção de como é estruturar uma empresa através dos seus princípios elementares.

Costumo citar que o “brasileiro raiz”, aquele que tira as ideias da cabeça de maneira rápida, expansiva e sem medo, é o melhor de tipo de gente que temos para combater as nossas principais dificuldades. Ao mesmo tempo, essas características nos colocam de joelhos diante dos maiores problemas que o meio empresarial é capaz de fornecer: dificuldade de tomadas de decisão assertivas, sobrecarga de trabalho, ausência de delegação, etc. Nas rodas de amigos eu digo: “estudamos quase 12 anos das nossas vidas para uma única prova de vestibular (entendendo que aquele momento pode mudar radicalmente nossas vidas, e pode!), mas quando queremos abrir um negócio não dedicamos nem 1 mês para entender os principais fatores do mercado, qual estrutura mínima de funcionamento, qual capital de giro inicial, quais ações de mercado para atingir nosso público alvo, etc”. É basicamente nesses aspectos que o nosso empreendedorismo está apoiado. Empreendemos, na maioria dos casos, por necessidade. Nada contra! Mas é partir da falta de busca pelo conhecimento na forma de se abrir um negócio que acabamos criando um dogma universal de difícil resolução: “Empreender é para poucos!”. Me arrisco a dizer que acaba sendo para poucos, pois quem tentou, não tinha o devido preparo para suportar o meio empresarial mais caótico do planeta (juros altos, ausência de apoio, burocracia, falta de entendimento fiscal, CLT, etc).

São nessas vulnerabilidades que os empreendedores de palco atuam. Poderia elencar vários nomes de “empreendedores” que hoje fazem sucesso pelos canais digitais, mas nunca tiveram a injeção inicial do empresário raiz. Eles basicamente foram aqueles “engenheiros de obra pronta”. Fujam deles enquanto é tempo. A capacitação empresarial está muito bem desenvolvida em portais relevantes como da Endeavor, Sebrae, dentre outros. Esse que vos fala, também tem seu trabalho próprio, estruturado em mais de 13 anos de consultoria empresarial com mais de 80 empresas atendidas. Eu garanto: Empreender é para todos!

Últimas Notícias

- Publicidade -

Notícias relacionadas