Foto: Reprodução
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Quem vive o agro sabe que decidir bem faz toda a diferença. A janela de oportunidade é sempre curta, e é preciso agir com o máximo de precisão. Escolher a hora certa de plantar, o momento de vender ou até quando trocar uma máquina pode mudar o resultado de uma safra inteira. É justamente nesse ponto que entra o valor dos dados: transformar informação em segurança e estratégia para a tomada de decisão.

Hoje, cada máquina no campo gera uma quantidade enorme de informações (dados), como horas de trabalho, consumo de combustível, produtividade, área colhida, velocidade de operação, entre outros indicadores. Quando esses dados são analisados, eles oferecem um retrato fiel da lavoura, quase como um “raio-x” da operação. Com isso, o produtor passa a entender, por exemplo, quais talhões rendem mais, onde há maior consumo de combustível ou quais máquinas estão sendo subutilizadas. Essa visão detalhada permite planejar melhor o uso dos recursos, ajustar rotas, reduzir custos e até antecipar manutenções antes que um problema maior aconteça. Em resumo, o uso inteligente dos dados transforma a intuição em estratégia.

Do lado das concessionárias, o uso estratégico das informações também virou um diferencial. Saber quando o cliente está com uma máquina com o período próximo da revisão, quais regiões concentram maior demanda ou quais culturas devem movimentar o mercado nos próximos meses ajuda no planejamento de estoques, campanhas e investimentos. É informação que acaba impulsionando novas oportunidades de negócio.

O grande segredo está em tirar os números do “papel” e colocá-los em prática. De nada adianta ter um volume de informações se elas não se transformam em ação. Quando o produtor começa a acompanhar seus dados com frequência, logo percebe que eles contam uma espécie de história, mostrando o que está funcionando bem, onde há desperdício e quais decisões podem gerar mais resultado (insights).

E quando concessionárias e produtores trocam essas informações de forma aberta, todos ganham, porque o atendimento melhora, o suporte se torna mais ágil e o planejamento fica muito mais assertivo.

No fim das contas, usar dados não é complicar a gestão, mas sim simplificar o processo e facilitar a tomada de decisão.

Micael Duarte é Engenheiro Agrícola formado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e possui ampla experiência com máquinas agrícolas. É especializado em análise de mercado, prospecção de novos clientes e suporte técnico-comercial, com foco em colheitadeiras. Atualmente é Analista de Inovação Sênior na YANMAR Brasil, onde também já ocupou os cargos de Analista de Vendas Júnior e Assistente de Vendas – Desenvolvimento de Novos Produtos. Em sua trajetória profissional, reúne passagens pela Agrológica (Empresa Júnior da UNICAMP), CNPq (como bolsista de iniciação científica) e Toyota do Brasil. 

Micael Duarte

Colunista

Engenheiro agrícola formado pela Unicamp, com experiência em máquinas agrícolas, análise de mercado e suporte técnico-comercial voltado a colheitadeiras. Atua como Analista de Inovação Sênior na YANMAR Brasil, onde também já foi Analista e Assistente de Vendas. Tem passagens pela Agrológica (empresa júnior da Unicamp), CNPq e Toyota do Brasil.

Engenheiro agrícola formado pela Unicamp, com experiência em máquinas agrícolas, análise de mercado e suporte técnico-comercial voltado a colheitadeiras. Atua como Analista de Inovação Sênior na YANMAR Brasil, onde também já foi Analista e Assistente de Vendas. Tem passagens pela Agrológica (empresa júnior da Unicamp), CNPq e Toyota do Brasil.