Donald Thanus?

Vingadores: Tarifa Infinita

Foto: Gerada por IA
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O multiverso da loucura chegou.

Sim, caros leitores, o presidente dos Estados Unidos da América decidiu usar a joia da tarifa.
Para quem não conhece, essa joia do infinito é muito parecida com a joia do poder — exceto que, em vez de trazer força, traz pânico e inflação.

A ideia de Donald Thanus era reindustrializar o país e normalizar a balança comercial americana com o resto do mundo.

O resultado? Bolsas despencando, investidores correndo em círculos e uma guerra comercial que possivelmente vai virar roteiro da Marvel — até porque eles estão precisando de roteiros ultimamente.

Vamos aos fatos: Thanus anunciou novas tarifas sobre importações de quase duzentas nações, entre elas China, Japão e boa parte da União Europeia — transformando a economia mundial num mar de sangue.
A Nasdaq já entrou oficialmente em bear market, o que, no universo Marvel, equivale ao filme Thor: Amor e Trovão, uma decepção.

Vale lembrar que Japão e China são hoje os dois maiores detentores estrangeiros de títulos da dívida pública dos EUA.
A sorte de Thanus é que o perfil da dívida é majoritariamente de juros prefixados (T-BondsT-Notes e T-Bills) já que, ao que tudo indica, o país vai inflacionar, os juros vão subir, e o perfil da dívida vai passar por uma bela mutação, tipo X-Men.

A China, claro, não ficou parada. Assim como Thanos, montou um novo exército.
Pequim está contra-atacando com suas próprias medidas, dificultando ainda mais a vida de quem acreditava que a globalização era um conto de fadas.
A diferença é que os orientais costumam ser mais precisos.

Qual o efeito colateral imediato? Empresas e mercados ao redor do mundo estão reavaliando seus modelos de negócio, com incertezas crescentes sobre cadeias de suprimentos e crescimento global. O mundo está se preparando para uma recessão.

Se a história de Vingadores: Ultimato nos ensinou algo, é que problemas complexos não aceitam soluções simples.

Assim como Nick Fury sabia que o mundo não podia ser salvo sozinho, o mercado global precisa de pontes — e não de muros e tarifas.