Imagem horizontal e realista que representa o impacto do acordo MERCOSUL-UE no mercado financeiro brasileiro. Em primeiro plano, executivos apertam as mãos simbolizando o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, com as bandeiras do Brasil e da União Europeia ao fundo. À direita, um monitor exibe gráfico de ações em forte alta, com seta verde apontando para cima, indicando valorização na B3. Moedas de real empilhadas reforçam o efeito positivo do MERCOSUL-UE sobre investimentos, exportações e empresas listadas na bolsa brasileira. Ao fundo, aparecem o prédio da B3, navios cargueiros e estruturas portuárias, conectando o acordo MERCOSUL-UE ao comércio internacional, logística e mercado de capitais.
Ilustração gerada por IA

A aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul pode movimentar a Bolsa brasileira. Segundo Bruna Pacheco, especialista em investimentos e sócia da GT Capital, o impacto tende a ser positivo para empresas exportadoras.

Quem deve lucrar mais?

Empresas com três características principais podem se destacar. Primeiramente, aquelas com eficiência operacional consolidada. Além disso, companhias que já possuem escala produtiva. Por fim, negócios alinhados aos padrões ESG europeus.

“O Brasil ganha acesso ao mercado europeu com preços mais competitivos”, explica Pacheco. Consequentemente, isso fortalece margens e aumenta volumes exportados.

Frigoríficos na liderança

O setor de proteínas animais aparece como principal beneficiado. A JBS (JBSS3) possui forte diversificação geográfica e presença consolidada na Europa. Portanto, pode capturar ganhos rapidamente.

A  Marfrig (MRFG3) também se destaca. A empresa tem exposição direta ao mercado europeu. Dessa forma, o potencial de aumento de volume é imediato.

Já a  BRF (BRFS3) precisa avançar em rastreabilidade. No entanto, investimentos em sustentabilidade podem abrir portas. A Minerva (BEEF3) tende a melhorar margens e previsibilidade.

Papel e celulose em alta

Outro setor promissor é o de papel e celulose. A demanda europeia por embalagens e produtos renováveis cresce. Assim,  Suzano (SUZB3)  e Klabin (KLBN11) podem se beneficiar significativamente.

Energia limpa em foco

Produtos com apelo ambiental também ganham destaque. O mercado europeu valoriza etanol e bioenergia. Nesse sentido, São Martinho (SMTO3), Raízen (RAIZ4) e Jalles Machado (JALL3) estão bem posicionadas.

“Empresas alinhadas às exigências europeias saem na frente”, afirma a especialista. Portanto, açúcar e biocombustíveis de maior valor agregado têm vantagem competitiva.

O que faz a diferença?

Três fatores determinam os vencedores do acordo. Primeiro, capacidade de exportação já estabelecida. Segundo, escala produtiva robusta. Terceiro, governança e adaptação regulatória.

A redução de tarifas amplia oportunidades comerciais. Contudo, apenas empresas preparadas capturam todo o potencial. Além disso, padrões ambientais europeus são rigorosos.

Embora o acordo traga oportunidades, alguns setores enfrentam desafios. Indústrias menos competitivas podem sofrer com concorrência europeia. Empresas sem certificações ESG terão dificuldades.