Colheita de milho - 2021. (Foto: Gilson Abreu/AEN-PR)
Colheita de milho - 2021. (Foto: Gilson Abreu/AEN-PR)

O agronegócio brasileiro projeta um salto histórico para 2025. Além disso, o PIB do setor pode crescer entre 5% e 8,5% neste ano.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), essa recuperação marca um momento especial. Portanto, o agro deve elevar sua participação na economia nacional para 29,4%.

Esse será o maior nível em 22 anos. Consequentemente, o setor consolida-se como o motor da estabilidade econômica do país.

Safra recorde impulsiona crescimento

O otimismo tem fundamento em números concretos. A expectativa é colher 350,2 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2024/25.

Dessa forma, o aumento será de 16% em relação ao ano anterior. Ou seja, o Brasil nunca produziu tanto grão em sua história.

Comparativo:

  • Safra 2023/24: 302 milhões de toneladas
  • Safra 2024/25: 350,2 milhões de toneladas
  • Crescimento: 48,2 milhões de toneladas a mais

Soja e milho lideram recuperação

O desempenho é impulsionado principalmente pela soja e pelo milho. Portanto, essas duas culturas recuperaram produtividade após anos difíceis.

Além disso, o clima favorável em 2024 ajudou muito. Assim, as lavouras tiveram condições ideais para desenvolvimento.

Entretanto, não é só lavoura que vai bem. A pecuária também apresenta crescimento robusto neste ano.

Ademais, a agroindústria exportadora mostra força impressionante. Consequentemente, as vendas externas devem bater recordes novamente.

Participação no PIB bate recorde

A projeção de 29,4% do PIB nacional representa um marco importante. Portanto, o agro volta a ter peso similar ao início dos anos 2000.

Naquela época, o setor tinha participação próxima a 30% da economia. Entretanto, essa fatia diminuiu ao longo dos anos.

Agora, com a recuperação forte, o agronegócio retoma protagonismo. Dessa forma, sustenta o crescimento econômico brasileiro em tempos difíceis.

Desafios ameaçam expansão

Apesar dos números positivos, nem tudo são flores. O setor enfrenta desafios sérios que podem frear o crescimento.

Primeiramente, a taxa Selic alta preocupa muito. Com juros elevados, o crédito fica caro para o produtor.

Além disso, a valorização do dólar encarece insumos importados. Portanto, fertilizantes e defensivos custam mais para o agricultor brasileiro.

“A Selic alta prejudica o planejamento e encarece o financiamento da safra”, alertam especialistas da CNA. Consequentemente, muitos produtores reduzem investimentos.

Barreiras internacionais exigem adaptação

Outro desafio vem de fora do país. Barreiras ambientais internacionais aumentam a cada ano.

A nova lei de desmatamento da União Europeia é o principal exemplo. Dessa forma, produtos de áreas desmatadas ficam proibidos no bloco.

Portanto, o produtor brasileiro precisa investir cada vez mais em sustentabilidade. Além disso, sistemas de rastreabilidade tornaram-se obrigatórios.

Entretanto, essa exigência também traz oportunidades. Produtores que investem em tecnologia verde ganham acesso privilegiado a mercados premium.

Tecnologia como saída

Para manter competitividade, a tecnologia virou item essencial. Assim, agricultura de precisão e automação crescem rapidamente.

Além disso, ferramentas digitais ajudam no monitoramento ambiental. Consequentemente, o produtor comprova sustentabilidade aos compradores internacionais.

Por fim, inovações em genética aumentam produtividade sem expandir área plantada. Dessa forma, o Brasil produz mais preservando florestas.

Pecuária em alta

A pecuária também merece destaque nas projeções otimistas. Portanto, tanto gado de corte quanto leite apresentam crescimento.

Além disso, as exportações de carne bovina batem recordes consecutivos. Assim, o Brasil consolida-se como maior exportador mundial.

Entretanto, o setor também enfrenta pressões ambientais. Consequentemente, sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta ganham espaço.

Agroindústria exportadora forte

A agroindústria brasileira mantém desempenho excepcional. Portanto, produtos processados agregam mais valor às exportações.

Além disso, a diversificação de mercados reduziu dependência da China. Dessa forma, vendas para Europa, Ásia e Oriente Médio crescem.

Por fim, investimentos em qualidade abrem portas em mercados exigentes. Consequentemente, produtos brasileiros ganham reputação internacional.

Perspectivas para o ano

O agronegócio brasileiro entra 2025 com expectativas elevadas. Portanto, o setor pode liderar o crescimento econômico nacional.

Entretanto, atenção aos riscos é fundamental. Assim, acompanhar Selic, câmbio e barreiras comerciais faz diferença.

Por fim, investimento em sustentabilidade e tecnologia garante competitividade futura. Dessa forma, o Brasil mantém liderança global no agronegócio.