
O agronegócio brasileiro projeta um salto histórico para 2025. Além disso, o PIB do setor pode crescer entre 5% e 8,5% neste ano.
Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), essa recuperação marca um momento especial. Portanto, o agro deve elevar sua participação na economia nacional para 29,4%.
Esse será o maior nível em 22 anos. Consequentemente, o setor consolida-se como o motor da estabilidade econômica do país.
Safra recorde impulsiona crescimento
O otimismo tem fundamento em números concretos. A expectativa é colher 350,2 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2024/25.
Dessa forma, o aumento será de 16% em relação ao ano anterior. Ou seja, o Brasil nunca produziu tanto grão em sua história.
Comparativo:
- Safra 2023/24: 302 milhões de toneladas
- Safra 2024/25: 350,2 milhões de toneladas
- Crescimento: 48,2 milhões de toneladas a mais
Soja e milho lideram recuperação
O desempenho é impulsionado principalmente pela soja e pelo milho. Portanto, essas duas culturas recuperaram produtividade após anos difíceis.
Além disso, o clima favorável em 2024 ajudou muito. Assim, as lavouras tiveram condições ideais para desenvolvimento.
Entretanto, não é só lavoura que vai bem. A pecuária também apresenta crescimento robusto neste ano.
Ademais, a agroindústria exportadora mostra força impressionante. Consequentemente, as vendas externas devem bater recordes novamente.
Participação no PIB bate recorde
A projeção de 29,4% do PIB nacional representa um marco importante. Portanto, o agro volta a ter peso similar ao início dos anos 2000.
Naquela época, o setor tinha participação próxima a 30% da economia. Entretanto, essa fatia diminuiu ao longo dos anos.
Agora, com a recuperação forte, o agronegócio retoma protagonismo. Dessa forma, sustenta o crescimento econômico brasileiro em tempos difíceis.
Desafios ameaçam expansão
Apesar dos números positivos, nem tudo são flores. O setor enfrenta desafios sérios que podem frear o crescimento.
Primeiramente, a taxa Selic alta preocupa muito. Com juros elevados, o crédito fica caro para o produtor.
Além disso, a valorização do dólar encarece insumos importados. Portanto, fertilizantes e defensivos custam mais para o agricultor brasileiro.
“A Selic alta prejudica o planejamento e encarece o financiamento da safra”, alertam especialistas da CNA. Consequentemente, muitos produtores reduzem investimentos.
Barreiras internacionais exigem adaptação
Outro desafio vem de fora do país. Barreiras ambientais internacionais aumentam a cada ano.
A nova lei de desmatamento da União Europeia é o principal exemplo. Dessa forma, produtos de áreas desmatadas ficam proibidos no bloco.
Portanto, o produtor brasileiro precisa investir cada vez mais em sustentabilidade. Além disso, sistemas de rastreabilidade tornaram-se obrigatórios.
Entretanto, essa exigência também traz oportunidades. Produtores que investem em tecnologia verde ganham acesso privilegiado a mercados premium.
Tecnologia como saída
Para manter competitividade, a tecnologia virou item essencial. Assim, agricultura de precisão e automação crescem rapidamente.
Além disso, ferramentas digitais ajudam no monitoramento ambiental. Consequentemente, o produtor comprova sustentabilidade aos compradores internacionais.
Por fim, inovações em genética aumentam produtividade sem expandir área plantada. Dessa forma, o Brasil produz mais preservando florestas.
Pecuária em alta
A pecuária também merece destaque nas projeções otimistas. Portanto, tanto gado de corte quanto leite apresentam crescimento.
Além disso, as exportações de carne bovina batem recordes consecutivos. Assim, o Brasil consolida-se como maior exportador mundial.
Entretanto, o setor também enfrenta pressões ambientais. Consequentemente, sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta ganham espaço.
Agroindústria exportadora forte
A agroindústria brasileira mantém desempenho excepcional. Portanto, produtos processados agregam mais valor às exportações.
Além disso, a diversificação de mercados reduziu dependência da China. Dessa forma, vendas para Europa, Ásia e Oriente Médio crescem.
Por fim, investimentos em qualidade abrem portas em mercados exigentes. Consequentemente, produtos brasileiros ganham reputação internacional.
Perspectivas para o ano
O agronegócio brasileiro entra 2025 com expectativas elevadas. Portanto, o setor pode liderar o crescimento econômico nacional.
Entretanto, atenção aos riscos é fundamental. Assim, acompanhar Selic, câmbio e barreiras comerciais faz diferença.
Por fim, investimento em sustentabilidade e tecnologia garante competitividade futura. Dessa forma, o Brasil mantém liderança global no agronegócio.