Veja o resumo da noticia

  • Argentina negocia acordo de deportação com os EUA, permitindo receber imigrantes de diversas nacionalidades expulsos do território americano.
  • O acordo de 'terceiro país seguro' possibilita aos EUA deportar imigrantes para a Argentina, independentemente de sua origem.
  • A medida está alinhada à política de imigração de Javier Milei, similar à de Donald Trump, com restrições e fiscalização intensificada.
  • O governo americano busca ampliar parcerias para facilitar deportações, enfrentando desafios logísticos internos para cumprir suas metas.
  • Organizações de direitos humanos manifestam preocupação com o impacto do acordo, enquanto países vizinhos observam as negociações.
Divulgação
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A Argentina negocia com os Estados Unidos um acordo polêmico sobre deportações. Assim, o país sul-americano pode receber imigrantes expulsos pelos EUA.

O New York Times revelou que as negociações estão em estágio avançado. Portanto, autoridades argentinas trabalham para fechar o acordo ainda este mês.

Como funciona o acordo de terceiro país?

O modelo permite que os EUA deportem imigrantes para países diferentes de origem. Consequentemente, a Argentina receberia pessoas de diversas nacionalidades expulsas dos Estados Unidos.

Donald Trump busca intensificar as deportações de imigrantes ilegais desde que assumiu. Além disso, o presidente republicano estabeleceu metas ambiciosas de remoções.

O governo americano já trabalha em acordos similares com outros países. Assim, Sudão do Sul, Essuatíni, El Salvador, Costa Rica e Panamá também negociam.

Quem confirmou a informação?

O jornal americano publicou a notícia com base em fontes próximas às negociações. Entretanto, nem Estados Unidos nem Argentina confirmaram oficialmente o acordo.

A Reuters tentou verificar a informação de forma independente sem sucesso. Portanto, o Departamento de Estado americano se recusou a comentar o tema.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina não respondeu aos pedidos de esclarecimento. Dessa forma, o governo de Javier Milei mantém sigilo sobre as tratativas.

Por que a Argentina aceita o acordo?

Javier Milei mantém relação próxima com Donald Trump desde a eleição nos EUA. Além disso, o presidente argentino adota postura alinhada ao republicano americano.

Historicamente, a Argentina tinha política migratória relativamente aberta para a região. Entretanto, Milei começou a mudar essa tradição após assumir o poder.

O governo argentino já implementou restrições mais rígidas à entrada de estrangeiros. Assim, passou a reprimir imigrantes com antecedentes criminais no país.

A Argentina agora exige cobertura de seguro saúde para visitantes estrangeiros. Portanto, a mudança representa endurecimento na política migratória do país.

Milei busca restringir a imigração seguindo modelo similar ao de Trump. Consequentemente, medidas mais rígidas têm sido implementadas gradualmente no país.

As autoridades argentinas aumentaram a fiscalização sobre imigrantes irregulares nas cidades. Dessa forma, operações de controle migratório se intensificaram recentemente.

Impacto do acordo para a região

O acordo pode estabelecer precedente para outros países sul-americanos aceitarem deportados. Assim, a região enfrentaria nova dinâmica de fluxos migratórios impostos.

Organizações de direitos humanos expressam preocupação com esse tipo de política. Entretanto, governos conservadores demonstram interesse em seguir o modelo argentino.

A medida pode afetar milhares de pessoas de diversas nacionalidades anualmente. Portanto, especialistas alertam para consequências humanitárias da iniciativa.

Objetivo de Trump com deportações

O presidente americano prometeu deportar milhões de imigrantes ilegais durante a campanha. Além disso, ele estabeleceu essa agenda como prioridade de seu governo.

Acordos de terceiro país facilitam o cumprimento dessas metas de deportação. Consequentemente, Trump busca ampliar parcerias internacionais nessa área rapidamente.

A administração republicana enfrenta desafios logísticos para remover tantas pessoas dos EUA. Assim, países parceiros se tornam essenciais para viabilizar o plano.

Quando o acordo pode ser fechado?

Autoridades argentinas trabalham para finalizar as negociações ainda em janeiro. Portanto, o anúncio oficial pode acontecer nas próximas semanas.

O cronograma depende de aprovações burocráticas e jurídicas em ambos os países. Entretanto, fontes indicam que há vontade política para acelerar o processo.

A implementação prática do acordo pode levar mais tempo após a assinatura. Dessa forma, estruturas de recepção precisariam ser organizadas na Argentina.

Reação internacional ao acordo

Países vizinhos observam com atenção o desenrolar das negociações argentinas com os EUA. Assim, a decisão de Milei pode influenciar políticas migratórias regionais.

Organismos internacionais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o acordo proposto. Entretanto, especialistas em migração já manifestam críticas à iniciativa.

A comunidade internacional debate se acordos desse tipo respeitam direitos dos deportados. Portanto, questões legais e humanitárias permanecem em discussão.