
A greve dos auditores ficais da Receita Federal se aproxima do seu 4º mês. A paralisação pode criar um empecilho na restituição do imposto de renda de pessoas físicas. A demora no pagamento será fruto da demora nas análises de declarações que caírem na ‘malha fina’, declarou o presidente do Sindifisco, Dão Pereira dos Santos.
O protesto já vem causando prejuízo na temporada de declaração de rendimentos, a declaração pré-preenchida só ficou disponível neste mês de abril e causa déficit de 14,6 bilhões na arrecadação federal. Terminais de carga correm risco de colapso por superlotação, segundo informações apuradas pela ‘Veja’.
Os auditores exigem reajuste salarial e a greve ganha terreno nos últimos dias, tendo sido reassegurada por mais de 5600 profissionais em Assembleia no dia 28 de março. “Qualquer necessidade de atuação de fiscalização da receita federal gera ao menos 15 dias ou mais de prazo para o que o processo seja concluído”, afirmou Jackson Campos, diretor de relações institucionais da AGL Cargo.
Auditores intensificam operação
Na última assembleia, auditores concordaram em intensificar operações de desembaraço zero, onde mercadorias não recebem liberação de portos e aeroportos nacionais. A medida estima gerai impacto ainda mais negativo no setor aduaneiro do país.
Na cidade de Uruguaina (RS), 250 caminhões esperavam para entrar no Porto Seco Rodoviário, o que gerou grandes filas e atrasos de até cinco horas de espera. A suspensão de liberação para mercadorias deve continuar até o dia onze de abril, segundo deliberação da categoria.
A data converge com uma manifestação em solidariedade aos auditores aduaneiros em Viracopos (SP). Um ato público em Brasília tem previsão de ocorrer em 15 de abril.
Iniciada em 26 de novembro, a manifestação busca reivindicar reajuste do vencimento básico, pagamento integral do bônus e destinação de fundos para custear os planos de saúde da categoria.