Investimentos/ Foto: Canva
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O mercado de BDRs alcançou uma marca histórica em 2025. Além disso, a base de investidores nesses certificados chegou a 1 milhão de pessoas.

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) replicam ações de empresas estrangeiras na bolsa brasileira. Portanto, permitem investir no exterior sem sair do país.

Já os BDRs de ETFs somaram 37.472 investidores. Dessa forma, o crescimento foi de 5% no período analisado.

Custódia bate R$ 57 bilhões

O valor sob custódia desses ativos também cresceu forte em 2025. Consequentemente, o estoque combinado atingiu R$ 57,2 bilhões.

Os dados exclusivos foram obtidos pela Broadcast junto à B3. Portanto, mostram o aquecimento desse mercado no último ano.

BDRs não patrocinados lideram

Desse montante, R$ 26 bilhões correspondem a BDRs não patrocinados. Ou seja, certificados emitidos por bancos brasileiros sem participação da empresa estrangeira.

O volume representa crescimento de 9% em relação a dezembro de 2024. Naquela época, o valor era de R$ 23,8 bilhões.

Exemplo prático: Se você compra um BDR não patrocinado da Apple, um banco brasileiro emite o certificado. Assim, a Apple não participa diretamente da operação.

ETFs crescem 40%

Os BDRs de ETFs foram destaque absoluto do ano. Além disso, somaram R$ 5,3 bilhões em custódia.

O avanço foi de 40% frente aos R$ 3,8 bilhões do período anterior. Portanto, esse foi o segmento com maior crescimento proporcional.

Já os BDRs patrocinados totalizaram R$ 25,9 bilhões em custódia. Nesse caso, a empresa estrangeira participa ativamente da emissão.

Mercado amadurece

Bianca Maria, gerente de Produtos da B3, avalia o desempenho positivamente. Segundo ela, os números demonstram maturidade do mercado.

“A evolução dos indicadores em 2025 demonstra a maturidade desse mercado”, afirma Bianca. Além disso, ela ressalta a importância para diversificação.

“É considerado um dos principais caminhos para diversificação de carteira com ativos internacionais”, completa a executiva.

Volume negociado explode

Em volume negociado, os números impressionam ainda mais. Os BDRs de ações movimentaram R$ 214 bilhões em 2025.

Portanto, houve alta de 47% em relação aos R$ 146 bilhões de 2024. Consequentemente, o interesse dos investidores cresceu significativamente.

Já os BDRs de ETFs globais somaram R$ 12,3 bilhões em negociações. Dessa forma, o crescimento foi de 56% sobre os R$ 8 bilhões do ano anterior.

Estrangeiros dominam a liquidez

O investidor estrangeiro consolidou-se como principal provedor de liquidez em 2025. Além disso, respondeu por 59,55% do volume médio diário de negociação.

Em termos de custódia, a distribuição fica mais equilibrada. Portanto, investidores institucionais detêm 36% e estrangeiros ficam com 34%.

Comparativo:

  • Institucionais: 36% da custódia
  • Estrangeiros: 34% da custódia
  • Pessoas físicas: 30% da custódia

Perfil dos investidores em ETFs

Nos BDRs de ETFs, o volume negociado tem liderança institucional. Assim, esses investidores respondem por 54% das operações.

Além disso, não residentes representam 37% do volume. Entretanto, pessoas físicas dominam em número de investidores.

Ou seja, muitos brasileiros investem em ETFs estrangeiros via BDRs. Porém, os grandes volumes vêm de instituições e estrangeiros.

Por que investir em BDRs?

Os BDRs oferecem acesso simplificado ao mercado internacional. Portanto, você investe em empresas globais sem abrir conta no exterior.

Além disso, as operações são feitas em reais pela B3. Dessa forma, não há necessidade de câmbio direto.

Entretanto, é importante entender os riscos. Primeiramente, você fica exposto à variação cambial do dólar.

Em segundo lugar, os BDRs acompanham o desempenho das ações no exterior. Consequentemente, quedas lá fora afetam seu investimento aqui.

Tendência para 2026

Com 1 milhão de investidores alcançados, a expectativa é de crescimento contínuo. Portanto, mais brasileiros devem buscar diversificação internacional.

Além disso, o aumento da educação financeira impulsiona a demanda. Assim, pessoas físicas tendem a aumentar participação.

Por fim, a volatilidade do mercado local também motiva a busca por ativos globais. Dessa forma, os BDRs continuam atraentes para 2026.