Veja o resumo da noticia

  • Ministério Público investiga superlotação e caos em blocos de carnaval de São Paulo, apurando denúncias de negligência da prefeitura.
  • Oposição acusa a prefeitura de autorizar megablocos simultâneos no mesmo local, gerando riscos à segurança pública.
  • Denúncia alega que a prefeitura ignorou alertas prévios e autorizou eventos, incluindo um patrocinado por empresa do edital.
  • Concentração descontrolada resultou em tumulto e gritaria, com críticas à decisão municipal por expor foliões a riscos.
  • Investigação do MP ouvirá testemunhas e analisará documentos para identificar responsabilidades e possíveis sanções.
  • Superlotações em blocos paulistanos são recorrentes, com especialistas cobrando mais planejamento das autoridades para evitar repetições.
Wagner Origenes/Ato Press/Estadão Conteúdo - 09.02.2026
Wagner Origenes/Ato Press/Estadão Conteúdo - 09.02.2026

O Ministério Público abriu investigação sobre o caos nos blocos de carnaval paulistanos. A Promotoria de Habitação e Urbanismo investiga a superlotação registrada neste domingo.

A promotora Camila Mansur conduz o caso. Portanto, ela vai apurar as denúncias de negligência da prefeitura.

A oposição apresentou representação contra o prefeito Ricardo Nunes. Segundo o documento, a gestão autorizou dois megablocos simultaneamente. Além disso, os eventos aconteceram no mesmo local e horário. Dessa forma, a situação gerou riscos à segurança pública.

Alertas foram ignorados

De acordo com a denúncia, a prefeitura recebeu alertas prévios. Contudo, autorizou os eventos mesmo assim.

Um dos blocos era patrocinado pela empresa vencedora do edital oficial. Enquanto isso, o outro é tradicional e costuma atrair milhões. O primeiro evento contou com atração internacional. Já o segundo bloco possui histórico de público superior a um milhão de pessoas.

Consequentemente, a concentração ficou descontroladamente lotada. Assim, testemunhas relatam gritaria e tumulto generalizado.

As parlamentares criticam a decisão municipal. Segundo elas, a autorização contrariou a lógica de segurança urbana. Portanto, expôs milhares de foliões a riscos desnecessários. Além disso, comprometeu a organização espacial da cidade.

Prefeitura não se manifesta

Até o momento não houve manifestação oficial da prefeitura de São Paulo. Enquanto isso, a investigação do MP segue em andamento. Assim, novos desdobramentos devem surgir nos próximos dias.

A sindicância vai ouvir testemunhas e analisar documentos. Dessa forma, o MP identificará possíveis responsabilidades.

Se comprovada a negligência, a prefeitura pode enfrentar sanções. Além disso, gestores podem responder civil e administrativamente. Os organizadores dos blocos também devem prestar esclarecimentos. Portanto, a apuração completa levará algumas semanas.

Histórico de problemas

Não é a primeira vez que blocos paulistanos geram polêmica. Nos últimos anos, superlotações se tornaram recorrentes.

Especialistas alertam sobre os riscos dessas situações. Consequentemente, cobram mais planejamento das autoridades. A falta de coordenação entre prefeitura e organizadores preocupa. Assim, episódios como este podem se repetir.