Veja o resumo da noticia
- Ibovespa atinge novo recorde impulsionado por apetite global ao risco e otimismo com a economia japonesa, com expansão fiscal e cortes de impostos.
- Mercado brasileiro se beneficia da rotação global, aguardando balanços corporativos positivos e reagindo ao discurso de Galípolo na ABBC.
- Ações de bancos lideram a recuperação após o discurso de Galípolo, que sinalizou início do ciclo de cortes com prudência.
- Juros menores impulsionam setores de utilidade pública e varejo, com destaque para empresas de energia elétrica e saneamento.
- Vale sobe com expectativas de bons resultados trimestrais, enquanto Petrobras acompanha a alta nos preços do petróleo global.
- Dólar registra queda influenciado pelo apetite ao risco global e recuo do índice DXY, refletindo um movimento internacional.

O Ibovespa fechou em alta de 1,80%, aos 186.241,15 pontos nesta segunda-feira (9). Portanto, estabeleceu o maior patamar de fechamento de toda sua história. O índice superou a máxima anterior com folga.
“O Ibovespa sobe hoje em dia de apetite ao risco global”, afirma Bruno Perri, economista da Forum Investimento. Segundo ele, os resultados da eleição japonesa impulsionaram os mercados. Além disso, trouxeram ao país asiático um panorama de expansão fiscal e cortes de impostos.
Japão aquece mercados apesar de riscos fiscais
A bolsa japonesa fechou em forte alta após o resultado eleitoral. No entanto, economistas alertam para riscos na dinâmica das dívidas soberanas globais. Consequentemente, investidores monitoram atentamente os próximos passos do governo japonês.
“Neste ambiente, o movimento estrutural chamado de rotação global ganhou novo ímpeto”, destaca Perri. Esse fenômeno favorece mercados emergentes como o Brasil. Dessa forma, dá fôlego adicional aos ativos brasileiros.
Mercado brasileiro surfa onda de otimismo
O mercado brasileiro opera com expectativas positivas para diversos fatores. Primeiro, aguarda bons resultados na temporada de balanços corporativos do 4T25. Segundo, recebeu bem o discurso moderado de Galípolo no evento da ABBC.
“Em paralelo, foco na agenda de indicadores da semana”, comenta o economista. A agenda traz o IPCA e indicadores de atividade importantes no Brasil. Além disso, nos EUA saem dados de inflação e mercado de trabalho (payroll).
Bancos lideram recuperação após fala de Galípolo
As ações bancárias comandaram os ganhos nesta sessão. Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) subiram forte. Portanto, recuperaram-se de uma semana negativa.
“Os bancos se recuperam beneficiados pelo discurso moderado e independente de Galípolo”, explica Perri. Segundo ele, o presidente do BC reforçou o início do ciclo de cortes. No entanto, também destacou prudência nos próximos movimentos.
Juros menores impulsionam setores específicos
O alívio na ponta curta da curva de juros favoreceu diversos setores. Empresas de utilidades públicas ganharam destaque especial. Consequentemente, papéis de energia elétrica e saneamento avançaram.
“O alívio favorece empresas como energia elétrica (CPLE3/ENGI11/CPFE3) e saneamento (SBSP3)”, aponta o economista. Além disso, as varejistas como Magazine Luiza (MGLU3) também sobem hoje.
Vale e Petrobras brilham com expectativas positivas
A Vale (VALE3) subiu impulsionada por expectativas quanto aos resultados trimestrais. Os investidores apostam em números sólidos da mineradora. Portanto, o papel ganhou força ao longo da sessão.
“A Petrobras (PETR4) é destaque acompanhando a alta nos preços do petróleo”, destaca Perri. A estatal beneficia-se do movimento global das commodities. Assim, reforça os ganhos do índice Ibovespa.
BTG Pactual cai apesar de resultados excelentes
Do lado negativo, o BTG Pactual (BPAC11) registrou queda. O banco apresentou excelentes resultados trimestrais recentemente. No entanto, investidores realizaram lucros após a forte valorização anterior.
“Além disso, o discurso parcimonioso de Galípolo pressiona as taxas de juros mais longas”, analisa o economista. Essa pressão afeta principalmente vencimentos após 2028. Consequentemente, impacta negativamente setores como incorporação (CYRE3/CURI3/DIRR3).
Dólar cai
O dólar comercial registrou a segunda queda seguida diante do real. A moeda americana fechou em queda de 0,62%. Portanto, encerrou o dia cotada a R$ 5,18 na venda e na compra.
“O dólar cai globalmente, e também em relação ao real brasileiro”, explica Perri. Segundo ele, um misto de fatores impulsiona esse movimento. Primeiro, o apetite ao risco favorece bolsas globalmente.
Cotações do dólar comercial:
- Venda: R$ 5,188
- Compra: R$ 5,188
- Mínima: R$ 5,175
- Máxima: R$ 5,212
O movimento do dólar vai na mesma direção globalmente. Na comparação com as principais moedas do mundo, o índice DXY caiu 0,83%. Portanto, fechou o dia aos 96,83 pontos.
Wall Street amplia recordes históricos
Investidores em Wall Street fizeram o Dow Jones ampliar seu recorde. Na sexta-feira (6), o índice fechou pela primeira vez acima dos 50 mil pontos. Hoje, subiu ainda mais um pouco.
Ganhos mais amplos tiveram o S&P 500 e o Nasdaq. A semana terá dados importantes de inflação e mercado de trabalho. Além disso, continua a temporada de balanços corporativos.
Índices de Nova York
- Dow Jones: +0,04% – 50.135,87 pontos
- S&P 500: +0,47% – 5.964,82 pontos
- Nasdaq: +2,18% – 23.031,21 pontos