Bolsa NYSE, em Wall Street, durante a pandemia (Foto: Spencer Platt / Getty Images)
Bolsa NYSE, em Wall Street, durante a pandemia (Foto: Spencer Platt / Getty Images)

A quinta-feira (5) promete agitação no mercado financeiro brasileiro. Além disso, três eventos principais devem comandar o pregão: balanços bancários, fala de Lula e decisões monetárias na Europa.

Itaú brilha e Bradesco vem aí

Primeiramente, o Itaú Unibanco divulgou ontem resultados excelentes do 4º trimestre. O crédito cresceu forte, enquanto a inadimplência permaneceu estável. Mais importante ainda: o banco anunciou recompra de ações e pode distribuir dividendos extraordinários bilionários.

Consequentemente, as ações do Itaú devem subir hoje. Isso impacta diretamente o Ibovespa, pois o setor financeiro tem peso significativo no índice.

Ainda hoje, após o fechamento, o Bradesco apresenta seus números trimestrais. Portanto, investidores terão mais informações para avaliar o setor bancário.

Lula fala às 11h

Paralelamente aos balanços, o presidente Lula concede entrevista ao UOL às 11h. O mercado ficará atento a cada palavra.

Vale lembrar que estamos em ano eleitoral. Recentemente, pesquisas mostraram Lula empatado tecnicamente com Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro para 2026.

Esses números importam para o mercado. Quando a popularidade do governo sobe, o apetite por risco brasileiro diminui. Investidores temem menor compromisso com ajuste fiscal. Além disso, há receio de políticas eleitoreiras em vez de responsabilidade nas contas públicas.

Bancos centrais decidem juros

Enquanto isso, decisões monetárias importantes acontecem hoje:

  • 9h: Banco da Inglaterra (BoE) anuncia juros
  • 10h15: Banco Central Europeu (BCE) divulga decisão
  • 16h: Banco do México (Banxico) define taxa
  • 1h30 (madrugada): Banco da Reserva da Índia (RBI) fecha a rodada

Essas decisões influenciam o fluxo de capital global. Consequentemente, afetam também os mercados emergentes, incluindo o Brasil.

O que esperar do pregão

Em resumo, o dia combina fatores internos e externos. Localmente, balanços fortes do Itaú impulsionam otimismo. Por outro lado, a fala de Lula pode trazer volatilidade, dependendo do tom sobre economia.

Já no cenário internacional, as decisões dos bancos centrais europeus podem mexer com as moedas. Isso afeta diretamente o real e os investimentos estrangeiros no país.