Veja o resumo da noticia

  • Defesa de Bolsonaro solicita ao STF prisão domiciliar alegando risco de morte, com base em parecer médico sobre os perigos do ambiente carcerário.
  • Laudo da PF reconhece doenças crônicas e necessidade de acompanhamento rigoroso, destacando riscos de descompensação clínica súbita sem vigilância.
  • Relatório da PF aponta alterações neurológicas, aumentando o risco de quedas, após incidente na cela da Superintendência em Brasília.
  • Bolsonaro está detido na Papudinha, com estrutura adaptada, mas defesa alega que o ambiente carcerário permanece perigoso e inadequado.
  • Advogados insistem na prisão domiciliar para garantir tratamento contínuo e resposta imediata a intercorrências, pleito negado até o momento.
  • Defesa contesta tratamento médico na Papudinha, buscando apoio no STF e aguardando decisão sobre o pedido de mudança no regime prisional.
 Ton Molina/STF
Ton Molina/STF

Os advogados de Jair Bolsonaro enviaram novo pedido ao STF. Dessa vez, a defesa alega possível risco de morte do ex-presidente. Portanto, solicitam transferência para prisão domiciliar.

O documento chegou ao ministro Alexandre de Moraes nesta terça (11). Além disso, cita parecer técnico do médico Cláudio Birolini. O profissional acompanha a saúde do ex-mandatário.

Alerta sobre riscos graves

O parecer médico é categórico sobre os perigos da prisão. Segundo o documento, o ambiente carcerário eleva riscos concretos. Consequentemente, Bolsonaro pode sofrer complicações graves de saúde.

Entre os riscos mencionados estão pneumonia aspirativa e insuficiência respiratória. Além disso, há possibilidade de crises hipertensivas e eventos tromboembólicos. Arritmias e traumatismos também preocupam a equipe médica.

O laudo aponta ainda risco de morte súbita. Portanto, a defesa argumenta necessidade de ambiente mais adequado. A prisão domiciliar permitiria melhor monitoramento médico.

Laudo da Polícia Federal

A própria perícia da PF reconheceu necessidades especiais de Bolsonaro. O relatório menciona sete doenças crônicas do ex-presidente. Assim, confirma necessidade de acompanhamento rigoroso.

O laudo federal destaca importância do monitoramento diário. Além disso, aponta necessidade de controle da pressão arterial. A hidratação adequada também precisa de atenção constante.

Segundo a perícia, a ausência dessas medidas pode ser fatal. Portanto, há risco concreto de descompensação clínica súbita. O documento ressalta necessidade de vigilância médica rigorosa.

Sintomas neurológicos preocupam

O relatório da PF identificou alterações neurológicas importantes. Consequentemente, aumenta o risco de novos episódios de queda. Bolsonaro já sofreu traumatismo craniano leve em janeiro.

Na época, o ex-presidente caiu dentro da cela na Superintendência da PF. Assim, precisou de atendimento médico emergencial. O incidente reforçou argumentos da defesa sobre riscos.

Estrutura da Papudinha

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena na Papudinha em Brasília. A instalação oferece cômodos separados para o ex-presidente. Além disso, conta com banheiro equipado com chuveiro de água quente.

A cela possui geladeira, armários e cama de casal. Também tem televisão para entretenimento. Portanto, apresenta conforto superior a celas comuns.

As paredes receberam barras de metal para segurança. Essas adaptações visam prevenir quedas do ex-mandatário. No entanto, a defesa considera as medidas insuficientes.

Inicialmente, Bolsonaro ficou preso na Superintendência da PF em Brasília. Posteriormente, Alexandre de Moraes determinou transferência para a Papudinha. A mudança visou atender demandas por melhor estrutura.

A decisão ocorreu após pressão da defesa e familiares. Assim, buscou-se local mais adequado às necessidades médicas. No entanto, os advogados continuam insatisfeitos com a situação.

Argumentos da defesa

Os advogados afirmam que adaptações não bastam para garantir segurança. Segundo eles, o ambiente carcerário permanece objetivamente perigoso. Portanto, menos adequado que ambiente domiciliar bem estruturado.

A prisão domiciliar permitiria maior previsibilidade do tratamento. Além disso, garantiria continuidade terapêutica adequada. Em casa, haveria resposta imediata a possíveis intercorrências.

Desde novembro de 2025, a defesa solicita prisão domiciliar repetidamente. Michelle Bolsonaro chegou a se reunir com ministros do STF. Dessa forma, buscou apoio para transferir o marido para casa.

Até agora, nenhum pedido prosperou na corte. Consequentemente, Bolsonaro permanece preso na Papudinha. A defesa, porém, insiste na mudança de regime prisional.