A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 8,155 bilhões em março, equivalente a uma alta de 13,8% em relação ao saldo apurado no mesmo mês de 2024. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
O saldo veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que previam um superávit de US$ 7 bilhões para o mês.
As exportações somaram US$ 29,178 bilhões no mês, um avanço de 5,5% em relação a março de 2024. Segundo o Investing, as importações, por outro lado, cresceram 2,6%, totalizando US$ 21,023 bilhões.
Brasil é favorecido por retaliação de China aos EUA
Depois das novas imposições de tarifas dos EUA sobre a China, o país asiático decidiu retaliar com taxas na mesma proporção (34%) nesta sexta-feira (4). Com o movimento, espera-se que Pequim acelere a procura por fornecedores alternativos de produtos agrícolas, incluindo o Brasil, uma mudança que começou durante a guerra comercial do primeiro mandato do presidente Donald Trump (2017 – 2021).
A China revelou uma série de contramedidas, incluindo tarifas adicionais de 34% sobre todos os produtos dos EUA. Essas medidas se juntam às tarifas de 10% a 15% que já eram aplicadas sobre cerca de US$ 21 bilhões em comércio agrícola no início de março.
“É como fechar todas as importações agrícolas dos EUA. Não temos certeza se alguma importação será viável com a tarifa de 34%”, disse um trader de uma empresa de comércio internacional com sede em Cingapura, segundo a “Reuters”.
“O principal impacto será em produtos como soja e sorgo. Não será tanto sobre o trigo e o milho, já que a China não tem comprado muito trigo e milho dos EUA este ano”, acrescentou o trader.
Além disso, um comerciante de grãos europeu afirmou que a UE (União Europeia), que também tem promessas de retaliação às tarifas de Trump, provavelmente também aplicará tarifas sobre a soja dos EUA.