Veja o resumo da noticia
- CBPM contesta venda da Equinox Gold para a CMOC, alegando quebra de contrato devido à negociação de direitos minerários na Bahia.
- A CBPM afirma que a Equinox não possui os direitos minerários, sendo apenas arrendatária, e que o direito pertence ao povo baiano.
- A venda inclui as minas de Aurizona, Riacho dos Machados e o Complexo Bahia, sendo este último o foco da disputa legal.
- CBPM pretende reaver a área negociada e informou a CMOC que não validará a operação, protegendo o patrimônio mineral baiano.

A Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM) contestou oficialmente a venda da Equinox Gold. A canadense vendeu suas operações brasileiras para a chinesa CMOC por US$ 1,015 bilhão. No entanto, a CBPM classificou essa negociação como quebra contratual. De fato, o problema envolve áreas de produção de ouro localizadas na Bahia.
A CBPM realizou uma reunião nesta terça-feira com representantes da Equinox e da CMOC. Durante o encontro, a estatal baiana deixou sua posição muito clara. Segundo ela, a Equinox não é proprietária dos direitos minerários na Bahia. Trata-se, na verdade, de uma arrendatária que não pode vender o que não possui.
Quem é o verdadeiro dono do ouro baiano?
O presidente da CBPM, Henrique Carballal, explicou a situação diretamente. Segundo ele, o direito minerário pertence ao povo baiano. Além disso, o Governo da Bahia administra esse patrimônio através da CBPM. Portanto, a Equinox nunca teve autorização para transferir esses direitos para outra empresa.
Quanto vale a operação contestada?
A Equinox anunciou a venda de três minas brasileiras para a CMOC. O negócio inclui Aurizona (Maranhão), Riacho dos Machados (Minas Gerais) e o Complexo Bahia. No entanto, é justamente o Complexo Bahia que gera a disputa legal. Esse complexo reúne as minas Fazenda Brasileiro e Santa Luz.
A CMOC pagará US$ 900 milhões em dinheiro no fechamento da operação. O fechamento estava previsto para o primeiro trimestre de 2026. Além disso, a empresa chinesa pagará outros US$ 115 milhões um ano depois. Todavia, esse pagamento adicional depende de metas de produtividade.
O que a CBPM vai fazer agora?
A companhia baiana anunciou que irá reaver a área negociada indevidamente. Consequentemente, ela informou a CMOC de que não haverá validação da operação. De mais forma, a CBPM reforçou seu compromisso de proteger o patrimônio mineral baiano. Logo, a empresa estatal promete respeitar os contratos e a legislação vigente.
O mercado de ouro atravessa um momento histórico de valorização. Desde 2023, o preço do ouro já subiu mais de 60%. Em 2025, a onça-troy superou US$ 4 mil pela primeira vez. Assim, a Equinox aproveitou esse momento para reorganizar seu portfólio global. Em suma, a empresa pretende focar suas operações na América do Norte após a venda.