Veja o resumo da noticia
- Correios reabrem inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário, visando a adesão de aproximadamente 10 mil funcionários até 2026.
- A medida integra o plano de recuperação da empresa, buscando equilibrar as finanças após um período de doze trimestres consecutivos de prejuízos.
- A empresa estima desligar até 15 mil funcionários até 2027, com uma economia anual projetada de R$ 2,1 bilhões através do PDV.
- As inscrições para o plano estarão abertas até 31 de março, com desligamentos previstos para serem concluídos até o final de maio.
- Entre os requisitos para adesão, o funcionário deve possuir no mínimo 10 anos de empresa e ter até 75 anos na data do desligamento.
- Os Correios também planejam outras medidas de economia, como o fechamento de agências deficitárias e a revisão dos planos de saúde.
- Apesar das medidas, a empresa ainda prevê déficit em 2025, esperando voltar a ter lucro somente a partir de 2027, após reestruturações.

Os Correios reabrem na próxima semana as inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário. Dessa forma, cerca de 10 mil funcionários poderão aderir ao programa em 2026.
A medida faz parte do plano de recuperação da empresa. Portanto, o objetivo é equilibrar as contas da estatal após 12 trimestres consecutivos de prejuízo.
A empresa prevê desligar até 15 mil funcionários até 2027. Sendo assim, 10 mil sairão neste ano e outros 5 mil no próximo.
A economia estimada com os desligamentos chega a R$ 2,1 bilhões anuais. Além disso, a participação no programa é totalmente voluntária.
Como funciona o PDV dos Correios?
As inscrições para o plano ficarão abertas até 31 de março. Consequentemente, os desligamentos serão concluídos até o final de maio.
Os Correios divulgaram nesta sexta-feira (30) as regras de participação. Portanto, os interessados precisam atender alguns critérios específicos.
O funcionário deve ter no mínimo 10 anos de empresa. Além disso, precisa ter recebido remuneração por 36 meses nos últimos 60 meses.
Outra exigência estabelece idade máxima de 75 anos na data do desligamento. Assim, a empresa garante critérios objetivos para a participação.
Outras medidas de economia
Os Correios também planejam fechar mil agências deficitárias. Consequentemente, essa ação deve gerar economia adicional de R$ 2,1 bilhões.
A empresa ainda revisará os planos de saúde dos funcionários. Portanto, essa medida pode economizar cerca de R$ 700 milhões.
Mesmo com todas as medidas, os Correios devem fechar 2025 com déficit. Entretanto, a previsão de prejuízo gira em torno de R$ 9 bilhões.
A tendência aponta para um prejuízo ainda maior em 2026. Assim, a empresa só deve voltar a lucrar a partir de 2027.
Por que os Correios estão no vermelho?
A empresa enfrenta um déficit estrutural de mais de R$ 4 bilhões anuais. Além disso, a universalização do serviço postal aumenta os custos.
Atender locais remotos gera despesas elevadas para a estatal. Portanto, essa obrigação legal impacta significativamente as finanças da empresa.
Empréstimos e financiamento:
- R$ 12 bilhões em 2025 (sendo R$ 10 bi este ano e R$ 2 bi em 2026)
- R$ 8 bilhões em operação de crédito adicional em 2026
- R$ 4,4 bilhões do banco dos Brics para modernização
Corte de custos:
- PDV para 15 mil funcionários (economia de R$ 2,1 bilhões/ano)
- Revisão de planos de saúde (economia de R$ 700 milhões)
- Fechamento de mil agências (impacto de R$ 2,1 bilhões)
Geração de receita:
- Novas parcerias e diversificação (ganho de R$ 1,7 bilhão)
- Venda de imóveis e ativos (receita de R$ 1,5 bilhão)
- Consultoria para rever modelo organizacional