Veja o resumo da noticia
- Presidente da Câmara declara que a CPI do Banco Master aguardará a ordem cronológica, devido ao acúmulo de requerimentos protocolados.
- Liquidação do Banco Master pelo Banco Central ocorreu após acusações de irregularidades financeiras contra o dono, Daniel Vorcaro.
- Regimento da Câmara permite um limite de cinco CPIs simultâneas, forçando a priorização de investigações consideradas urgentes.
- Hugo Motta nega especulações sobre acordo para não prorrogar CPMI do INSS em troca de evitar a instalação da CPI do Banco Master.
- A prioridade é o consenso para evitar temas polêmicos durante o ano eleitoral, focando inicialmente nas comissões permanentes.
- Calendário eleitoral restringe o tempo legislativo, tornando o primeiro semestre crucial para aprovar projetos de consenso.
- Pauta inclui reajuste salarial de servidores da Câmara e Senado, refletindo a estratégia de Motta de evitar grandes conflitos.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, falou sobre a CPI do Banco Master nesta terça-feira. Segundo ele, a investigação precisará entrar na fila cronológica das comissões. De fato, a Câmara já acumula ao menos 15 requerimentos de CPIs protocolados em 2025. Portanto, o caso Master não terá prioridade imediata.
O Banco Central liquidou o Banco Master em novembro de 2025. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, enfrentou acusações graves de irregularidades financeiras. No entanto, a instalação de uma CPI para investigar o caso depende da aprovação do Congresso. Além disso, a Câmara estabelece limites de CPIs simultâneas em funcionamento.
Quantas CPIs podem funcionar ao mesmo tempo?
O regimento da Câmara permite até cinco CPIs funcionando simultaneamente. Essa regra obriga os parlamentares a priorizarem as investigações mais urgentes. Todavia, o ano de 2025 registrou algo inédito. Foram protocolados cerca de 15 ou 16 requerimentos, mas nenhuma CPI foi instalada.
Motta nega acordo sobre CPI do INSS
O presidente da Câmara também negou rumores sobre uma possível troca política. Segundo especulações, não prorrogar a CPMI do INSS seria uma moeda de troca. Consequentemente, isso evitaria a instalação da CPI do Master. Motta, porém, desmentiu qualquer tipo de acordo nesse sentido.
Hugo Motta afirmou que priorizará o consenso na definição da pauta dos trabalhos. De mais forma, ele pretende evitar temas controversos durante o ano eleitoral. O foco inicial será a instalação das comissões permanentes da Casa. Logo, pautas polêmicas ficarão para segundo plano.
Por que 2026 é um ano complicado para a Câmara?
O calendário eleitoral reduz drasticamente o tempo útil de trabalho legislativo. As atividades ficam interrompidas no segundo semestre por causa das eleições. Assim, o primeiro semestre torna-se crucial para aprovar projetos importantes. Isso explica a estratégia de priorizar pautas de consenso.
A pauta do dia inclui o reajuste salarial dos servidores da Câmara e do Senado. Trata-se de uma votação considerada menos polêmica pelos parlamentares. Em suma, Motta mantém sua linha de trabalhar com temas que geram menos conflito. Essa postura, no entanto, frustra quem esperava investigações mais rápidas.